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Conselhos para Meninas – Página: 60 – Blog

DEUS NÃO QUER A SUA VIRGINDADE

Você é virgem? Considera a virgindade um “tesouro precioso” e está comprometida em guarda-lo a sete chaves até o casamento? É do tipo que não dá ouvidos às pressões das amigas descoladas e, não importa o quanto te rotulem, está decidida a manter o padrão bíblico de pureza sexual? Se sua resposta foi afirmativa para qualquer destas perguntas, deve estar tão assustada quanto eu mesma fiquei ao ler a afirmação que dá o título a este artigo.

Fui surpreendida com essa chamada na linha do tempo de uma amiga meses atrás. Pronto, confessei!… o título não é fruto de minha originalidade nem do lado polêmico que pulsa dentro de mim. Tomei-o emprestado – razão de estar entre aspas. Quando li este título, conhecendo bem o perfil da autora original e sabendo de suas lutas que como conselheira cristã de jovens e adolescentes, já imaginei o que ela tinha em mente. Resumidamente, minha amiga escreveu sobre sua indignação diante dos discursos sobre virgindade que não são acompanhados por uma vida de pureza sexual como nos orienta a Palavra de Deus. Um trecho do que ela escreveu:

Uma questão em particular tem pesado em meu coração: as pessoas estão usando anel, fazendo votos de castidade e mais outras promessas para Deus que garantem ‘virgindade’ até o casamento! Lindo, se não fosse trágico! O problema é que estão prometendo apenas o hímen e não a pureza e santidade que Deus exige![1]

E então volto com a primeira pergunta que te fiz: você é virgem? Se sua resposta é “Sim, eu sou virgem!”, vamos pensar juntas o que isso quer dizer e o quanto você está – ou não – glorificando a Deus com sua virgindade.

Se você é virgem mas não perde a oportunidade de se oferecer aos garotos, seja pelas roupas que usa – mostrando mais pele do que deve ou destacando “todas” as suas curvas – seja pelo seu “jeitinho manhoso” de falar, pelo modo como você olha ou pelos selfies provocantes que você compartilha… devo te alertar: Deus não está interessado nesse tipo de virgindade.

Se você é virgem no mundo real mas descobriu na privacidade do mundo virtual – chats, pornografia, jogos eróticos,… – a alternativa para saciar seu apetite sexual, sem correr o risco de ser descoberta… cuidado: você não entendeu que para Deus, nesse momento, sua virgindade não tem valor algum.

Se você é virgem, está namorando um garoto que também é cristão, pretende se casar com ele e até fizeram um pacto de pureza, mas juntos perceberam que não é tão fácil assim manter o placar em 0 x 0 e, aos poucos, foram descobrindo que carícias mais ousadas e conversas mais picantes poderiam deixar o namoro mais interessante… e desde então vale “quase tudo” quando vocês ficam sozinhos… lamento: você “quase” entendeu como glorificar a Deus com sua virgindade, mas não entendeu.

Se você é virgem, tímida, nunca fez mal uso da internet, não tem um namorado, é romântica e sonhadora, fica imaginando o dia em que o “príncipe” virá ao seu encontro e vocês serão felizes para sempre… ops, o que eu disse? “sonhadora”?… Talvez tão sonhadora que já não consiga mais controlar as próprias fantasias. E, no mundo das fantasias, mesmo as mais tímidas e românticas, nem sempre são tão puras e certinhas. Qual é o conteúdo dos seus pensamentos nesta vida paralela? Você “ainda é virgem” em suas fantasias? Não se iluda… porém, saiba Deus está mais interessado em restaurar a pureza da sua mente, do que em ouvir de sua boca uma promessa de castidade.

Espero, sinceramente, que você não se identifique com nenhum destes perfis. Mas não os ignore; eles são reais e demonstram como as armadilhas de Satanás podem nos enganar e desviar nossa atenção do que realmente importa para o nosso Deus. Também não estou diminuindo o valor da virgindade, pois ela é parte fundamental no plano divino para o casamento. Só estou dizendo que virgindade e pureza sexual precisam andar juntas; uma não tem sentido sem a outra. Paulo deixou isso muito claro quando escreveu:

Quanto ao mais, irmãos, já os instruímos acerca de como viver a fim de agradar a Deus e, de fato, assim vocês estão procedendo. Agora lhes pedimos e exortamos no Senhor Jesus que cresçam nisso cada vez mais. […] A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus. Neste assunto, ninguém prejudique a seu irmão nem dele se aproveite. O Senhor castigará todas essas práticas, como já lhes dissemos e asseguramos. Porque Deus não nos chamou para a impureza, mas para a santidade. Portanto, aquele que rejeita estas coisas não está rejeitando o homem, mas a Deus, que lhes dá o seu Espírito Santo. (1Ts 4.1, 3-8)

Paulo não gastou tempo fazendo uma lista do que ele chama de “imoralidade”, mas entendemos perfeitamente o que ele disse. Não devemos nos envolver em quaisquer tipos de práticas ou pensamentos que despertem desejos sexuais – em nós ou nos outros – que não nos seja permitido satisfazer fora do casamento. Isso é muito mais do que desfilar por aí com uma camiseta de campanha, ou exibir um anel de compromisso, ou postar discursos impactantes em redes sociais. Pureza sexual é mostradas por uma vida de desejos controlados, inclusive quando não há ninguém por perto e até onde o acesso é restrito, como por exemplo o campo dos pensamentos.

Estou ciente de que vencer os apelos do mundo sobre o sexo e as reações naturais do nosso próprio corpo não é tão simples assim. Até parece que Deus está exigindo algo que vai além de nossa capacidade; mas isso não é verdade. Ele não espera que lutemos sozinhas, mas que aprendamos a depender dEle em nossa fraqueza. A luta não é fácil e, em muitos casos, uma vitória não significa vitória definitiva. Porém, quando recorremos à força de Deus e estamos decididas a viver para agradá-lo, nós o glorificamos por meio da luta, ainda que aconteçam fracassos no meio do caminho. Portanto, não desista, não se entregue!

Agora, se você está mais preocupada com a sua virgindade do que em viver para a glória de Deus, isso é um sinal de “virgindade falsificada”. Deus não está mais preocupado em que Suas filhas se casem virgens do que em que elas se casem “puras”.

Por Flórence Franco

(Convida especial)

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[1] Por Sara Maria Vieira.

 

CUIDADO, PERIGO!

Na semana passada, escrevi um pouco sobre o que creio ser a maneira certa de guardar o coração. Uma vez que estamos com a perspectiva correta sobre o tempo de espera, é necessário falar um pouco sobre como devemos agir quando há uma aproximação com alguém do sexo oposto. Há algumas posturas que eu gostaria de combater antes de defender aquela que creio ser a correta.

A primeira postura que julgo ruim é a da garota que decide fechar totalmente seu coração, para que ninguém possa machucá-lo e ‘guarda’ tanto seu coração, que não deixa ninguém se aproximar e conhecê-la. Sobre esse tipo de postura, C. S. Lewis afirma no livro “Quatro Amores”: “Mesmo supondo que a proteção contra desilusões amorosas fosse nossa mais elevada sabedoria, será que Deus a oferece? Aparentemente, não […] Não existe investimento seguro. Amar é sempre vulnerável. Ame qualquer coisa e seu coração certamente vai doer e talvez se partir. Se quiser ter certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém […] Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife – seguro, sombrio, sem movimento, sem ar – ele vai mudar. Ele não vai se partir – vai se tornar indestrutível, impenetrável, irredimível. […] É como guardar seu talento num lenço, e praticamente pela mesma razão ‘Eu sabia que o Senhor é um homem severo’.  Cristo não ensinou e sofreu para que nós fôssemos mais cuidadosos com a nossa felicidade […] Não nos aproximamos de Deus procurando evitar os sofrimentos intrínsecos a todos os amores, mas aceitando-os e oferecendo-os a Ele, renunciando a toda carapaça defensiva. Se nosso coração tiver que partir-se, e Ele decidir que é desse modo que deve se partir, que assim seja.” (p.168, 169).

Assim, percebemos que esse tipo de atitude não protege de fato os nossos corações, mas nos faz cair cada vez mais no egocentrismo, no isolamento e nos afasta de qualquer possibilidade de crescimento ou amadurecimento que poderia acontecer em meio ao sofrimento. É verdade que o sofrimento não é agradável, mas a posição vulnerável que nos colocamos nas situações de sofrimento nos deixa também mais sensíveis a Deus, na medida em que nos torna mais dependentes dEle (Romanos 5:1-5). Além disso, nos tornamos também mais aptas para consolar outros, e assim sermos mais usadas por Deus (2 Coríntios 1:3-7). Queridas, não tranquemos o nosso coração por medo de sofrer, isso não vale a pena (Provérbios 18:1)!!!

Ainda, uma segunda postura que gostaria de combater é o oposto: aquela garota que facilmente se envolve e entrega seu coração. Antes de entregar o seu coração e estabelecer um relacionamento, é necessário conhecer a pessoa. Se tudo acontecer muito rápido, é grande a probabilidade de que o relacionamento seja baseado em um sentimento passageiro, que um não conheça verdadeiramente o outro e, portanto, crie muitas expectativas que com certeza serão frustradas. Quando estamos apaixonadas, frequentemente tomamos decisões tolas e precipitadas. O livro de Provérbios compara a loucura a uma mulher apaixonada, dizendo “Loucura é a mulher apaixonada, é ignorante e não sabe coisa alguma.” (Pv 9:13) – devemos nos prevenir de tomarmos decisões baseadas em paixão, pois normalmente serão decisões enganosas e ignorantes, que não levam em conta muitos fatores relevantes – decisões das quais provavelmente nos arrependeremos futuramente. Além disso, Provérbios também diz que “Não é bom proceder sem refletir e peca quem é precipitado.” (Pv 19:2) – como é amargo o gosto do arrependimento quando percebemos que tomamos decisões erradas! O nosso Deus, porém, graciosamente nos dá essas orientações para que possamos agir como garotas sábias e minimizar as chances de tomar esse tipo de decisão (sobre os passos para iniciar um relacionamento, leia o artigo ‘A oração de uma garota’). Que estejamos atentas a isso!!

Ao mesmo tempo, entregar o seu coração para alguém não acontece necessariamente somente ao iniciarmos um relacionamento. Há muitos casos em que mesmo não havendo nenhuma conversa sobre isso, a garota ou o garoto já entregou seu coração, alimentando sentimentos e expectativas que têm grandes chances de serem frustradas. Isso pode ser fruto de um coração precipitado, ansioso, que não confia no Senhor. É muito importante que saibamos desenvolver relacionamentos de amizade com homens sem de cara entregar nossos corações. Esse tipo de atitude envolve sabedoria e cautela. Não é errado ter interesse em conhecer mais a fundo alguém, mas temos que ter cuidado com as expectativas que alimentamos no coração: todas elas têm que ser apresentadas e entregues a Deus (Filipenses 4:6-7)!!

Por fim, a entrega precipitada do coração também pode ser fruto de um pecado chamado defraudaçãoDefraudar significa enganar, de forma a alimentar expectativas que não se tem a intenção de suprir. Quando um garoto defrauda uma garota, ele dá a entender que está interessado nela sem realmente estar, fala coisas e tem posturas que alimentam um sentimento nela (ex.: elogiá-la excessivamente, confidenciar coisas do coração, perguntar se seu coração está comprometido com alguém, falar excessivamente sobre planos para o futuro, etc.). Ele faz isso sem ter certeza de que gosta dela, sem ter a intenção de ter um relacionamento. Assim, quando a garota já ‘se casou e teve três filhos com ele’ em sua imaginação, ele diz a ela que ‘ela confundiu as coisas’ e a coloca em uma situação de frustração e muitas vezes vergonha.  O oposto também infelizmente acontece: muitas garotas são defraudadoras e adoram dar a entender que gostam de um cara sem realmente terem esse sentimento. Quando ele se aproxima para propor um relacionamento, ela simplesmente diz que ‘sente muito, mas sempre foi amizade’. Que confusão! Quanto engano e mágoas poderiam ser evitados se escutássemos a orientação de Paulo, em sua carta aos Tessalonicenses:

“Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus […] Pois essa é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda ou defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação” (1 Tessalonicenses 4:1a,3-7).

Neste texto, quero destacar a orientação de Paulo quanto ao trato com os irmãos do sexo oposto: “ninguém ofenda ou defraude a seu irmão” – muitas vezes não nos damos conta do quão sério é defraudar alguém e tratamos isso com leviandade, ou nos esquivamos da orientação do texto por acreditar que se trata exclusivamente do relacionamento sexual. Queridas, não nos enganemos! O mesmo padrão de santidade colocado para as relações sexuais (as quais não devem ser descompromissadas ou imorais), também se aplicam à nossa conduta em relação aos nossos irmãos em Cristo! Não temos o direito de insinuar coisas, provocar sentimentos ou alimentar esperanças naqueles em que não temos interesse! Devemos zelar por eles, controlando o nosso corpo, nossa forma de vestir, nossas palavras, tudo isso “em santificação e honra, não com desejo de lascívia” (sobre lascívia, leia o artigo ‘Uma carta às irmãs: uma luta contra a lascívia’), ajudando nossos irmãos a viverem também de forma correta diante de Deus. Nos sentirmos gostadas ou desejadas sem compromisso algum pode ser agradável ao nosso ego, mas não tem a ver com o caráter que Cristo deseja formar em nós!!

Assim, retomando o que vimos na semana passada, a garota que segue a Cristo tem que ter em mente que o tempo que tem é precioso, que deve aproveitá-lo da melhor forma possível, mantendo seu coração em Deus, lançando toda ansiedade sobre Ele e tendo sabedoria em relação aos homens que se aproximam. Ela pode desenvolver amizades sadias, o que significa ter posturas e intenções que não enganem ou usem os homens. Significa respeitar e zelar pela santidade dos nossos irmãos, não entrando, por exemplo, em assuntos delicados ou insinuantes sobre coisas do coração. Quando houver interesse sincero, que possa haver também uma conversa sincera, desenvolvendo uma amizade intencional com o objetivo de  caminhar de forma madura para chegar a um relacionamento. É importante também o auxílio de líderes ou conselheiros mais experientes, que possam acompanhar o processo e auxiliar nas tomadas de decisões. Esse tipo de aproximação, creio eu, agrada a Deus e por isso tem grandes chances de sucesso.

Que possamos realmente viver lembrando, em todas as áreas, que “Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação”!

GUARDANDO O CORAÇÃO NO LUGAR CERTO

A garota que decide seguir a Cristo enfrenta muitas dificuldades ao longo do caminho, mas com certeza a maior de todas é guardar o coração. Muitos pastores e líderes que querem aconselhar pessoas solteiras, citam o versículo de Provérbios 4:23 “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes de vida.” Afinal, o que isso significa? Como posso saber se estou guardando o meu coração? Como saberei a hora certa de entrega-lo? E no tempo de espera, o que farei com meu coração? Devo trancá-lo, me fechar? Como alguém poderá achá-lo? E se eu não encontrar ninguém para quem eu possa abri-lo? Essas são perguntas que sondam as mentes das jovens cristãs e podem ser um peso em nossos corações, afetando muito o nosso relacionamento com Deus. Vamos neste primeiro artigo tentar entender um pouco do que significa guardar o coração e como podemos viver esse tempo de espera de uma maneira que agrade ao nosso Senhor e que nos faça ficar em paz.

Deixe-me primeiro descrever um perfil muito familiar de garota. Ela está solteira há algum tempo. Muitos caras apareceram e sumiram de sua vida, ela pode nunca ter chegado a formalizar um compromisso ou pode até ter tido relacionamentos, mas por fim acabou solteira novamente. Quando está com suas amigas não cristãs, sempre se sente insegura, por desejar ter alguém, mas entende que padrões descompromissados de relacionamento não são desejáveis e principalmente entende que a sexualidade é algo para ser desfrutado no casamento. Sempre se sente pressionada a buscar um namorado, mas sabe que deve fazer isso entre os cristãos. Na igreja, porém, percebe que a maioria de suas amigas cristãs já estão em um relacionamento e aquelas que não têm namorado, estão sempre falando dos mesmos caras da igreja e de como ‘fisgá-los’. Sempre que há uma oportunidade, ela manifesta sua insatisfação por estar solteira e em seus pensamentos acredita que um cara resolveria muita coisa, que talvez casar seria a melhor coisa que poderia acontecer em sua vida. Vive visitando outras igrejas, eventos cristãos ou lugares que tem potencialmente mais homens interessantes do que aqueles “de sempre”, para buscar “O CARA”. Quando se interessa por alguém, fica muito ansiosa, não consegue parar de pensar nele durante todo o seu dia, fica pensando sobre meios de chamar sua atenção e constantemente cria muito mais expectativas sobre o cara do que deveria. Na maioria das vezes permanece insatisfeita com essa situação e se sente frustrada consigo mesma e com Deus.

Muito bem, talvez ao ler esse perfil você tenha pensado em alguma amiga, mas minha expectativa é que talvez você tenha se identificado com alguns pensamentos. Embora eu tenha tentado juntar características de diferentes garotas, creio que a maioria de nós já teve algum pensamento parecido com estes. Meu objetivo é mostrar como a vida desta garota está longe de ser aquilo que Deus espera de nosso tempo de vida cristã enquanto estamos solteiras e como podemos mudar nossa forma de pensar.

Em primeiro lugar, para guardar nosso coração, temos que derrubar essa mentira que o mundo criou e instituiu em nossas mentes de que uma mulher só é completa e feliz quando há um homem ao seu lado. Não pretendo levantar uma bandeira feminista e dizer que os homens não são importantes, mas sim afirmar que não estar completa não é consequência de não ter um homem ao seu lado, mas sim de não estar cheia de Cristo. É muito comum que sintamos algum tipo de vazio, pois nosso coração é naturalmente assim, mas somente quando nos engajamos na entrega constante a Cristo entendemos que só podemos ser completas nEle. Cristo é a plenitude de todas as coisas (Colossenses 2:9-10) e somente Ele pode nos dar vida plena (João 10:10)!

Além disso, em um dos melhores livros que já li sobre esse assunto, “Lady in Waiting”, Debby Jones afirma que: “Quando dois solteiros ‘incompletos’ se casam, sua união não os completa. Seu casamento será simplesmente, duas pessoas vazias tentando buscar satisfação. Somente quando compreenderem que sua plenitude está na relação com Cristo é que começarão a complementar um ao outro. Você não foi criada para completar ninguém, mas sim para complementar. Completar é o papel somente de Cristo […] Uma mulher que não é completa em Jesus será consumida por seu esposo. Ela espera que ele preencha o vazio que só Jesus pode preencher. A mulher, porém, que entendeu o significado de estar completa em Cristo, esta sim é madura o suficiente para ser uma ‘ajudadora idônea’”. Queridas, se temos acreditado que somente um homem nos fará completas, jamais seremos satisfeitas, nem mesmo quando nos casarmos!!

Em segundo lugar, vamos derrubar também a ilusão do “Príncipe Encantado”, ou mesmo das “Almas Gêmeas”. A Bíblia não nos apresenta nenhuma base para crermos que Deus criou casais especificamente um para o outro – muito menos que Deus fez alguém especialmente para você. Conheço muitas garotas que ficam tão preocupadas em receberem “sinais”, ou terem certeza sobre “O cara certo”, que um cara muito certo passa por sua vida e ela nem mesmo o nota. Na verdade o que vemos na Bíblia são princípios importantes para formar um casal, como por exemplo, que os dois tenham a mesma fé e sirvam ao mesmo Senhor (2 Coríntios 6:14-16) – esse tipo de coisa é essencial. Beleza física, habilidades esportivas, inteligência fenomenal, podem fazer parte do perfil dos príncipes dos contos de fadas, mas não são características essenciais para o perfil de marido que Deus deseja para você. Fidelidade a Deus, domínio próprio, bondade e humildade – essas sim são, por exemplo, características que deveríamos estar mais atentas nos homens à nossa volta, e que podem nos apontar para um cara certo.

Por último, temos que parar com essa mania de reclamar, murmurar e alimentar a insatisfação pelo tempo em que estamos solteiras. A insatisfação é um pecado que gera uma visão defeituosa de Deus. Quando o povo de Israel estava peregrinando pelo deserto, a insatisfação endureceu seus corações e eles não conseguiam enxergar quão abençoados eram por serem o povo escolhido de Deus, resgatados da escravidão do Egito e cuidados em cada passo. Ao invés disso, foram rebeldes ao Senhor e buscaram motivos para murmurar e reclamar. Quando o salmista relembra a história de Israel no Salmo 106, ele afirma: “No Egito, os nossos antepassados não deram atenção às suas maravilhas; não se lembraram das muitas manifestações do seu amor leal e rebelaram-se junto ao mar, ao Mar Vermelho […] Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera coisas grandiosas no Egito […] Também rejeitaram a terra desejável; não creram nas promessas dEle. Queixaram-se em suas tendas e não obedeceram ao Senhor.” (Sl 106:7,21,24,25).

Você já se deu conta do privilégio que é estar solteira? Já percebeu quanto tempo uma mulher casada tem que gastar cuidando da casa, do marido e dos filhos? A mulher solteira tem uma disponibilidade incrível para a obra de Deus! Assim, como também afirma Debby Jones, “Ao invés de ficar em casa preocupada por não sair com ninguém em mais um final de semana, se dê conta de quão valioso é este tempo que você tem nesse momento da sua vida. Ao invés de lamentar suas horas de solteira, abrace-as como um presente de Deus – como um pacote que contém oportunidades de servir a Ele que são limitadas apenas pela sua própria auto-piedade e falta de obediência.”. É claro que a mulher casada é também uma serva importante do Senhor. Toda mulher tem o grande privilégio de servi-lO, as casadas em seu compromisso com seu lar e sua família estão cumprindo a missão que Deus deu a elas. A mulher solteira, de outra forma servirá a Deus com muito mais disponibilidade de tempo, podendo por exemplo participar de viagens missionárias e de ministérios que exigem mais flexibilidade.

Vamos aproveitar melhor o nosso tempo e lembrar do que realmente é importante e parar de olhar para nós mesmas como aquelas que não tiveram sorte!! Como diz Paulo na carta aos Efésios: “Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem entender qual é a vontade do Senhor.”

Ef 5:15-17

 Entregue seu coração ao Senhor: todo o seus talentos, recursos e tempo podem ser grandemente usados na obra dEle!!

HONRA AO MÉRITO

“A única suficiência dos meus méritos é saber que os meus méritos não são suficientes.”

Agostinho

Você já percebeu como vivemos em uma sociedade extremamente baseada em méritos? Pare um pouco para pensar nos filmes hollywoodianos e até mesmo os clássicos Disney que as crianças adoram. Qual a mensagem que todos eles passam? Talvez pensamentos como “basta ser você mesmo e correr atrás dos seus sonhos que você pode alcançar qualquer objetivo” sejam a principal tese da maioria deles. Estas histórias nos fazem sair do cinema motivados a realizar, a nos esforçarmos e nos destacarmos. Histórias como “A procura da felicidade”, “Náufrago” e “Homens de Honra” são exemplos claros disso; os filmes de super-heróis também: todos eles nos falam de pessoas que passam por dificuldades e quando pensam não ter valor algum, algo acontece e os faz descobrir que dentro deles existe toda a força que precisam para “vencer”. Eles passam a buscar seus sonhos, superam desafios, vencem os medos e conquistam a vitória, são “felizes para sempre”. E então, quando o filme termina, estamos realmente dispostos a mudar o que for preciso para conquistar o que queremos: ficamos motivados! Acreditamos nessa fórmula meritocrática, estamos convencidos de que basta nos esforçarmos e lutarmos por nossos objetivos, encontrar nossa “força interior”, que com certeza nos destacaremos e realizaremos nossos sonhos e seremos felizes no final.

O ponto a que quero chegar com toda essa reflexão é que estamos extremamente expostos a uma cultura do mérito – o tempo todo vemos exemplo de pessoas que conquistam carreira, fama, poder, autoridade, prestígio. Como? Eles merecem! São melhores que os outros, tem habilidades e força para vencer os desafios e se destacam. E todos nós, como membros dessa sociedade e participantes dessa ideologia, queremos ser os “HERÓIS”. Todos nós queremos ter um futuro brilhante e aliando nosso coração orgulhoso à ganância que nos é estimulada pela inveja daqueles que “conseguem”, nos afundamos cada vez mais em relações de competição, nos iludimos pensando que conseguiremos realizar metas e viver a vida por nossas próprias forças, utilizando somente nossas qualidades e habilidades para vencer os desafios. E assim sustentamos a lógica competitiva do capitalismo: os colegas de trabalho competem entre si e nunca desenvolvem amizades verdadeiras, os supostos amigos puxam o tapete um do outro para tirar vantagem em alguma situação e disputas de ego são o tempo todo causa de muitas quebras de relacionamento conjugais e familiares.

O pior de tudo é que vemos essa maneira de pensar, baseada nos méritos, influenciando também a vida cristã e a igreja: são afetados tanto o nosso relacionamento com Deus quanto nossos relacionamentos com outras pessoas. Em nosso relacionamento com Deus, muitas vezes, não pedimos ajuda para tratar pecados, mas tentamos lutar com nossas próprias forças. Em conflitos, não pedimos a orientação de Deus para solucioná-los, pelo contrário: controlamos e manipulamos a situação para resolvê-la. Dentro do ministério, vemos a disputa constante por destaque: um quer mostrar que é melhor que o outro, mais santo, mais espiritual. O que Deus nos fala sobre isso? Vamos ver o que Paulo fala em sua carta aos Romanos, pois também diz respeito a nós: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. Pois pela graça que me foi dada digo a todos vocês: ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, pelo contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.”  (v.12:2-3).  Quero destacar aqui a expressão “conceito elevado sobre si mesmo”: todos nós somos naturalmente assim. Pensamos o tempo todo que somos melhores, que ninguém é como nós. Temos uma habilidade imensa para nos exaltarmos e elencarmos nossas habilidades. Qual o problema de viver assim? Isso está de acordo com os padrões do mundo!!

Em primeiro lugar, devemos entender quem realmente somos por natureza. A Bíblia nos fala sobre nossa verdadeira identidade sem Cristo: pecadores, miseráveis. Somos maldosos, gananciosos, invejosos, bisbilhoteiros, caluniadores, mentirosos, arrogantes… e a lista se prolonga (Rm 1:28-31). Isso é o que somos sozinhos! Pensar que o mundo funciona por méritos é uma ilusão! Vamos esclarecer e trazer à nossa memória do que é que somos realmente merecedores: “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus.” (Rm 3:23); “Pois o salário do pecado é a morte.” (Rm6:23a) – somos merecedores somente da morte eterna, da condenação! Mas o nosso Deus sim, que é justo, bondoso, misericordioso, poderoso e amoroso (Sl 86:5), ofereceu a si mesmo para nos livrar do que nós merecíamos – as poderosas mãos que deram forma ao universo e moldaram montanhas foram pregadas em uma cruz por mãos humanas. Ele não merecia a morte, foi o único homem que jamais pecou (1 Pe 3:18). Ele poderia ter escapado, mas sacrificou-se por amor a nós! Sabe o que é isso? Graça! Amor! Misericórdia! “Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores” (Rm 5:8).

Ainda, em segundo lugar, uma vez que entendemos isso, a orientação e a vontade de Deus é que nos amoldemos ao padrão de Cristo. Mas como podemos ir na contramão do mundo? E mais do que isso, como podemos ir na contramão do desejo orgulhoso que pulsa a cada dia em nossos corações? Em Mateus 23:12 temos a seguinte afirmação de Jesus: “Pois todo aquele que a si mesmo se exaltar será humilhado, e todo aquele que a si mesmo se humilhar será exaltado”. Ainda, em Lucas 9:23, “Jesus dizia a todos: ‘Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me”. Ou seja, somente entendendo realmente o que significa seguir a Cristo, que é amá-lo com todo nosso ser, depender totalmente dEle e dedicar-nos integralmente em obedecê-lo, poderemos ter nossos relacionamentos e nossa vida transformadas! Somente assim conseguiremos realmente superar os problemas e alcançar os objetivos que realmente nos satisfarão: aqueles determinados por Deus!

Portanto, que possamos assim refletir sobre a nossa conduta e mentalidade diante de um mundo tão competitivo e meritocrático, entendendo que não merecemos nada, dependemos do nosso Deus até parar respirar. E que possamos imitar o nosso Senhor “…que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até à morte, e morte de cruz!” (Fp 2.3-8).

QUAL O TAMANHO DA CRUZ?

Alguém já lhe fez essa pergunta? Provavelmente não, correto? Porém, creio que sua resposta provavelmente seria, “uns 2 metros de altura”, acertei? Mas não, a pergunta não é simplesmente essa. Por “qual o tamanho da cruz” quero que você entenda “que diferença a cruz faz na sua vida”?

Vamos por partes. Sabemos que a cruz é o ápice do sofrimento de Jesus e, basicamente, o símbolo da páscoa, onde nossos pecados foram lavados e conseguimos salvação, mas pensemos um pouco em uma analogia: imagine que certo homem está com câncer terminal, porém não admite sua situação, vê-se tão saudável como nunca, até que um médico muito capacitado, vendo essa situação, lhe faz um tratamento que o cura completamente. Para qualquer um isso seria um milagre digno de uma vida grata, mas acredito que para aquele homem nada mudaria, pois somente alguém que se reconhece como doente enxerga o valor de um tratamento eficiente. Pois bem, era disso que Jesus falava em Marcos 2.17 quando mencionou que apenas os doentes necessitam de médicos, ou melhor, apenas os que se reconhecem como pecadores entendem que precisam de Cristo.

Olhando redor, vemos como o termo pecado está banalizado, como não nos choca mais, como é algo “normal”. Mas, devemos pensar na grandeza de Deus, que é santo e não pode conviver com nem uma gota de pecado. Por ser justo, não pode deixar impune o pecador e, por isso, faz tamanho sacrifício a fim de salvar a humanidade. Talvez assim compreendamos parte do tamanho das consequências do nosso pecado.

Pense nesse fato: “Jesus já morreu na cruz por nós e não há mais morte pra quem confia nEle”. Então, qual foi o custo? Pequeno? Grande? Saiba que todo pecado é uma agressão a Deus, um sinal de rebeldia, uma demonstração clara de desejo de independência (confira Isaías 59.2).

Quer saber o tamanho da cruz? Veja o quão doente você já foi até que o único médico realmente capacitado o curasse. Quer entender melhor o sacrifício de Cristo? Olhe para a gravidade dos seus pecados, dignos de uma morte eterna.

Se a páscoa é a lembrança da morte e ressurreição de Jesus, procure ser grato hoje pela cruz!

Por Samuel Daht

(Convidado especial)

UMA CARTA ÀS IRMÃS: UMA LUTA CONTRA A LASCÍVIA

NOTA DO AUTOR: Este é uma carta fictícia baseado em relatos de algumas pessoas e dificuldades comuns que enfrentamos por causa do pecado. Uma bibliografia indicada é “Sexo não é problema (Lascívia, sim)” do Joshua Harris.

Minhas irmãs, eu sei que é estranho estar escrevendo para vocês essa carta e tratar desse assunto. Mas acredito que isso é importante não apenas para mim, mas para muitos dos meus amigos e irmãos em Cristo. Antes de começar eu queria que vocês lessem minhas colocações com atenção, amor e avaliando, antes de me considerarem um machista sem causa.

O desejo sexual, tanto de nós homens como de vocês mulheres, não são pecaminosos. Fomos feitos por Deus como seres sexuais, temos desejos e nos sentimos atraídos por pessoas de outro sexo. Sentir isso é bom, é normal, e se encaixa perfeitamente no plano de Deus para nós. Mas por causa do nosso pecado conduzimos esses desejos pelo caminho da lascívia que deseja o que não se deve ou não se pode ter. Constrangido compartilho a minha luta.

Tudo começou quando eu era apenas uma criança e descobri a masturbação. Com um tempo o que eu pensava ser algo inofensivo tornou-se uma necessidade que agora era alimentada pela pornografia e por pensamentos impuros. Não observando as orientações de Deus para minha vida deixei que os meus desejos e a aprovação social guia-se a forma que eu olho as mulheres. E assim a lascívia transformou meu desejo bom de conquista em captura e usufruto. Admito que não posso colocar a culpa do meu pecado no tamanho da sua saia ou na profundidade do seu decote.

Essa não é uma carta apenas para as top model, você é uma mulher e que tem um corpo, o qual os desejos pecaminosos presentes em nós gostariam de cobiçar. Então não usem letreiros luminosos piscando e apontando para tudo aquilo que estamos tentando evitar para não sermos consumidos pela lascívia. Não se dá uma garrafa de álcool pra quem está em uma clínica de reabilitação. E prometemos tomar cuidado com que falamos e de como a tratamos.

Mas agora sinceramente quero fazer vocês pensarem. A lascívia não é uma luta só nossa, sei que vocês também lutam com isso irmãs. Mais uma vez não há pecado no tamanho da peça de roupa que vocês usam, mas avaliem as motivações. O que as leva a vestir uma micro saia? Os que as levam serem “respeitosas”? Não há diferença nas vestimentas se a motivação for a mesma: buscar por poder. Vou explicar, enquanto a maioria dos homens são chamados pela lascívia para saciarem seus apetites, a lascívias as convida diariamente a serem sedutoras e manipuladoras. Vocês tem se vestido para vocês mesmas ou para mostrar superioridade e poder diante da outras, como uma “marcação de território” sofisticada? Vocês tem se vestido para vocês mesmas ou estão sendo conduzidas pelo desejo de intimidade e atenção? Meu apelo é que nenhum de nós sintamos-nos seguros porque nossas expressões de lascívia são culturalmente aceitáveis ou civilizadas.

Por Lucas Evangelista

Reprodução Autorizada. Fonte original: http://www.implicacoes.com/2014/02/uma-carta-as-irmas-em-luta-contra.html

INSATISFAÇÃO

Abriu os olhos. Mais um dia estava prestes a começar e ela estava entusiasmada com os seus afazeres. Era sábado e ela precisou levantar mais cedo, “infelizmente” pensou ela. Vagarosamente se levantou, espreguiçou-se e andou em direção ao banheiro. Lavou seu rosto e escovou os dentes. A luz a estava incomodando. Seguiu até o guarda-roupa, pegou uma muda de roupa e olhou-se no espelho, mas não ficou feliz. Pensou que seu corpo poderia estar mais em forma e modelado, além de ter um nariz mais afinado. Idealizou em sua mente como seria com o corpo perfeito e respirou fundo. Precisava voltar a realidade.

Pegou sua bolsa e saiu de casa pensando nas novas roupas que iria comprar. Havia juntado por alguns meses para comprar uma nova calça e outras peças básicas. Saiu de casa de carro, sentia-se liberta quando o guiava sozinha. Bem que poderia ter tirado a carteira de habilitação mais cedo, demorou demais. Seguiu pelas avenidas em direção ao centro. Era cedo, mas o sol estava brilhando forte e o calor a incomodou. Da perspectiva dela o carro podia ter ar condicionado. Se não fosse o horário, nunca conseguiria uma vaga onde o estacionou. Se bem que achou que a vaga encontrava-se muito distante da loja em que iria.

Caminhou olhando para os pés, balançando a chave nas mãos e entrou na loja. Deu uma olhadela geral nela e montou looks em sua mente das peças que lhe chamaram a atenção. Sem saber qual peça buscava primeiro, caminhou até as araras de calças jeans. Por que será que os modelos modernos e bonitos do seu tamanho sempre se esgotavam? Escolheu outros modelos, camisetas e os experimentou. As horas passaram como os segundos. Ela trocou várias vezes de roupa até encontrar a melhor com o melhor preço. E todas as vezes que passou pelo provador quis brigar com a balança, seu corpo não estava como gostaria. Embora estivesse muito empolgada com as novas roupas que estava comprando, estava triste porque queria comprar outras, que também eram essenciais, aquelas que ficaram maravilhosas em seus looks imaginários, mas não tinha dinheiro. Nesses momentos, ela sempre sonhava com um sorteio no banco que quadriplicasse sua conta. Saiu da loja com o estômago roncando e os pés doendo de tanto andar procurando roupas.

Não muito longe da calçada havia um restaurante. Seguiu em sua direção e entrou no estabelecimento. Sentiu sua face queimando e desejou que o dono do local instalasse um ar condicionado. Aproximou-se da bancada com alimentos, escolheu uma maionese, tomates, um peito de frango e alguns pedaços de queijo. Quando ia sentar-se, encontrou uma colega de trabalho almoçando sozinha e resolveu fazer-lhe companhia. Pediu um suco natural de laranja ao garçom que rodeava as mesas próximas a dela. O bate papo se deu em torno de algumas pessoas da faculdade e de algumas matérias. As duas estudavam jornalismo e tinham algumas opiniões em comum, mas ela preferia ter encontrado com sua melhor amiga, gostaria de conversar sobre algo mais pessoal, como sobre seu futuro namorado. Estava bom, mas podia estar melhor. Depois de comer, despediu-se da colega e foi ao caixa pagar a conta. Ficou chocada com o valor da refeição, e o estabelecimento nem tinha ar condicionado! Pagou um pouco inconformada e andou até o carro.

Nele, ligou o som, estava ouvindo um dos cd’s que fizeram sucesso no ano passado, precisava comprar uns mais modernos. Logo, fez uma lista em sua mente dos cd’s. Quando conseguisse, iria comprar os primeiros. Andou pelas avenidas, naquele calor do verão, desejando algo bem gelado. Chegou em sua casa, entrou e foi direto até a cozinha, abriu a geladeira e encontrou um suco artificial de uva, mas não era o suficiente. Abriu o freezer e estava vazio. Bem que achava que naquela casa deveria ter um sorvete. Acabou tomando o suco, mas desejando o sorvete. Pegou a sacola de compras e guardou as novas peças. Em sua mente, já pegou algumas antigas, que usava até comprar as novas e colocou dentro de uma sacola de doação. Essas já não ficavam mais tão bem nela. Seu guarda roupas ficou meio vazio de novo, depois que tirou suas peças antigas e ela logo teve a ideia de juntar mais dinheiro para comprar novas roupas. Escovou seus dentes olhando para seu reflexo no espelho. A pontinha de seu nariz a incomodava muito.

Saiu do banheiro e foi tirar um cochilo no quarto. Pareceram cinco minutos, mas já havia passado trinta e o despertador tocou. “Ai se eu pudesse dormir a tarde toda!”, pensou ela. Mas precisava pesquisar sobre o tema de um artigo que iria entregar segunda-feira. Ela bem que achava que os professores deviam dar menos leituras e aumentar o prazo dos trabalhos, não conseguia passar mais nem um dia sem estudar. Pegou seu notebook e começou a pesquisa. Passou a tarde coletando dados e brigando com seu computador. Por que ele estava tão lento? Comprar um novo não seria nada mau. Escreveu alguns parágrafos e quando seu corpo já estava ficando meio dolorido e sua mente confusa, decidiu sair para correr. Trocou de roupa, comeu uma banana, se aqueceu e foi correr.

Gostaria que sua casa fosse próxima a um lago para poder admirar a paisagem, pena que não era. Correu em volta da pracinha mesmo e depois voltou para casa. Tomou banho, comeu e assistiu o noticiário. Quando ia voltar a escrever, lembrou de que durante aquele dia, não havia conversado com Deus. Relutante, pegou sua Bíblia, seu livro de devocionais e sentou-se em sua cama. O versículo chave da devocional lhe chamou a atenção e rapidamente começou a ler o texto de reflexão.

Sentiu-se envergonhada e constrangida. Deus era muito bom com ela e ela não estava feliz. Havia conseguido pagar antecipadamente todas as mensalidades da faculdade, ganhou todos os livros dos quais precisava. Tinha uma saúde ótima. Seu corpo era bonito. Tinha uma família estruturada. Possuía roupas suficientes em seu armário. Mas ela nunca percebia isso. Pediu perdão a Deus e gastou um bom tempo orando. De uma coisa ela podia ficar insatisfeita: seu relacionamento com Deus era bom, mas podia estar melhor. Sua podridão interior a fez lembrar daquela placa com um smile escrito “Sorria você está sendo filmado”. Ela precisava sentir prazer e ter alegria com o que possuía. Precisava sorrir, não porque havia uma câmera a filmando, mas porque haviam pessoas para quem servia de testemunho e um Deus que deve ser glorificado. Ela entendeu bem que mesmo se tivesse tudo o que quisesse ainda não acharia suficiente. Somente Deus pode satisfazê-la e aqueles versículos ficaram gravados em sua memória: “Alegrem-se sempre. Orem continuamente. Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.” 1 Ts 5.16-18. Durante o tempo em que orava foi deitando na cama. Refletiu um bom tempo sobre sua insatisfação. Olhou para o teto do quarto e percebeu como estava cansada. Pensou em várias maneiras de se agir com satisfação e ficou determinada a mudar, no dia seguinte agiria diferente. E naquela noite, pronta para acordar diferente, com uma nova perspectiva, ela fechou os olhos.

BOTICÁRIO E A PROPAGANDA GAY

Não é novidade que as pessoas vão defender a homossexualidade e exaltá-la na sociedade. De fato eu não acho que ele precise ser defendido, pois temos uma constituição federal que diz que TODOS somos IGUAIS perante a lei. De fato não somos tratados desta forma, e não falo apenas de homossexuais, mas das mulheres, negros, crianças, a lista é GRANDE.

Contudo meu alerta vai para a comunidade cristã! Amados ‘o mundo jaz no maligno’, logo não podemos esperar sempre que ‘as pedras clamem’. Nós precisamos clamar nos lugares certos, pelos motivos certos. Atacar a Boticário não muda nada porque as marcas que consumimos diariamente também deveriam ser alvo. Você compra camiseta da Nike? Bebe Coca-Cola? Você sabe onde são feitos? Como são feitos? Fruto de trabalho infantil escravo! Isso não te deixa chateado? Não te faz deixar de consumir Coca-Cola para acabar com a exploração infantil no mundo? Além do mais, muitas das marcas mundiais são a favor da homossexualidade (veja o link a seguir:http://aproveitaeboicota.tumblr.com). Acho que deveríamos então aderir a nova moda: criar os guetos dos cristãos para viver ilesos de todas estas coisas, vamos comprar ovelhas e tecer nossas roupas, ter uma horta, gado e prover nosso próprio sustento. É claro que este exemplo é exagerado! Mas o que Jesus pede ao Pai em João 17.15? “Não rogo que os tires do mundo, mas que os protejas do Maligno”.

Não nos enganemos, o mundo vai de mal para pior. Na 2ª carta a Timóteo capítulo 3 verso 1 diz: “nos últimos dias tempos difíceis virão… os homens serão mais amantes dos prazeres que de Deus”. Por isso, não se esqueça: fomos chamados para iluminar e salgar esta terra. Uma propaganda da Boticário não vai influenciar mais que a novela que muitos assistem todos os dias, ou seriados, filmes. Temos que nos posicionar e ensinar a verdade. Ao invés de atacar a Boticário, por que não ensinar a verdade sobre a sexualidade nas igrejas? Ter um papo bem franco com seus filhos, sobrinhos e netos sobre o tema? Abrir a Verdade e ensinar para eles o caminho em que devem andar. Agora vamos fazer uma soma: Se cada cristão que reclama iluminasse e salgasse onde está inserido, o mundo seria diferente.

Ao invés de brigar com a Boticário, entre em seu quarto hoje e peça ao Senhor misericórdia de nossa nação e das marcas que consumimos. Peça coragem para pregar a verdade com amor aos que te cercam. E se não quiser comprar Boticário, tudo bem, mas não diga que é por causa de uma propaganda, ok? Porque sua prática será incoerente comprando outras marcas que subjugam e exploram as pessoas por puro lucro. Ou seja, que ferem outros princípios bíblicos. Deus nos abençoe e nos dê discernimento.

Por Carol Umbelino


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