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Conselhos para Meninas – Blog

Deuteronômio 34:5, 10-12

Um homem chamado Moisés: 

O fim do livro de Deuteronômio é muito interessante, pois registra o fim da vida de Moisés e a transição de liderança do povo de Israel para Josué. Gosto de olhar para a vida de Moisés, pois embora fosse um homem temente a Deus, ele também era claramente falho e fraco, como qualquer um de nós. Quando viu uma injustiça, certa vez, no ímpeto de sua juventude, ele quis repará-la cometendo outra injustiça (Ex 2:12). Quando teve medo das consequências de suas ações, fugiu (Ex 2:15). Mais tarde, ao ser chamado por Deus para libertar o povo, tentou se esquivar focando apenas nas suas incapacidades e deixando de confiar no poder de Deus (Ex 3-4). E, por fim, depois de muitas outras histórias marcantes, algumas gloriosas, como a travessia do mar, outras nem tanto, como as andanças pelo deserto, se irou contra o povo e Deus o impediu de conduzir o povo na parte final da jornada (Dt 32:51). Ele avistou a Terra Prometida, mas não pôde entrar nela.

Por tudo isso, podemos aprender que Deus se agrada quando nossas fraquezas são evidenciadas, pois são justamente nessas ocasiões que a glória é dada à pessoa certa: o Senhor! Existem elogios a Moisés no texto? Sim! Sua vida foi preciosa, impactou e abençoou a vida de todo o povo! Mas fica também evidente quem estava por trás de tudo isso: “a quem o Senhor conheceu face a face” e “que o Senhor tinha enviado para fazer”. Não somos nada sem Ele! Mas podemos ser incríveis com Ele! Isso me faz lembrar o apóstolo Paulo, outro grande homem de Deus, que afirmou certa vez: “Pois quando sou fraco é que sou forte.” (2 Co 12:10). Não dependa de você mesma! Aceite suas limitações e confie que Deus é poderoso para usá-la como e onde quiser!

ORAÇÃO: Senhor, obrigada pela história do seu servo Moisés. Obrigada porque assim como ele, o Senhor me chama e capacita para ser fiel. Me usa para impactar e abençoar pessoas!

Deuteronômio 30:15-20

 Você colhe o que planta: 

A aliança pactual de Deus com o povo de Israel nos fala muito sobre a aliança pactual que desfrutamos em Cristo. Cristo nos salvou e nos libertou da escravidão do pecado, assim como Deus salvou e libertou o povo de Israel da escravidão do Egito. Cristo nos deu uma nova vida e muitas promessas de abundância, assim como os israelitas receberam uma nova vida na Terra Prometida, além de muitas promessas de coisas maravilhosas que Ele ainda iria fazer. Agora, tendo sido salvos e resgatados, temos a possibilidade de viver de verdade, podemos “escolher a vida”, ou “viver de modo digno”, como disse Paulo em Fp 1:27. Temos a possibilidade de obedecer a Deus e vencer o pecado (Hb 12).

No texto de hoje, vemos algumas promessas condicionadas a ações. Deus diz “…coloquei diante de vocês a vida e a morte, a bênção e a maldição. Agora escolham a vida, para que vocês e os seus filhos vivam, e para que vocês amem o Senhor, o seu Deus, ouçam a sua voz e se apeguem firmemente a Ele…”. O que aconteceria se eles fossem pelo caminho oposto? “Se, todavia, o seu coração se desviar e vocês não forem obedientes, e se deixarem levar, prostrando-se diante de outros deuses para adorá-los, eu hoje lhes declaro que sem dúvida vocês serão destruídos.”

Da mesma maneira, hoje, temos bênçãos em nossa vida cristã que são condicionadas à obediência. Se você, sendo salva em Cristo, escolhe obedecer a Deus, por exemplo, sendo fiel a Ele na administração das suas finanças, Deus honrará sua fidelidade e multiplicará seus recursos. Eu mesma já experimentei disso muitas vezes. Porém, se você, sendo cristã, escolhe desobedecer aos princípios de uma boa mordomia dos recursos que Deus te dá, o que acontecerá? Com certeza você encontrará “destruição”, que nesse caso significa a sensação de preocupação e ansiedade excessiva com finanças, o medo de faltar e, muitas vezes, a escassez de fato virá. Infelizmente também digo isso já tendo provado esse amargo caminho.

Portanto, lembre-se sempre desse princípio: você colhe o que plantou! Ou, como diria o Senhor em Deuteronômio, “Vejam que hoje ponho diante de vocês vida e prosperidade, ou morte e destruição”. Qual você vai escolher?

ORAÇÃO: Senhor, te louvo pela salvação e segurança que tenho na aliança por meio de Cristo. Peço que o Senhor me ajude agora a viver de modo digno dessa aliança, a confiar nas promessas e na Sua Palavra para que eu possa escolher sempre o caminho da vida, e não da morte!

Deuteronômio 6:4-9

Vivendo e Ensinando: 

O livro de Deuteronômio é uma linda pregação de Moisés lembrando o povo de Israel, que havia peregrinado por 40 anos no deserto, sobre a aliança e o Deus maravilhoso que eles estavam servindo. Agora, eles finalmente entrariam na Terra Prometida, e muitas bênçãos, porém também muitos riscos estavam esperando por eles ali.

Esse trecho que escolhemos para iniciar nossas reflexões sobre esse livro tão rico expressa o princípio fundamental de todo o livro e, porque não dizer, de toda a vida cristã: “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.” Jesus retoma esse princípio em Mateus 22, ao ser questionado qual seria o maior mandamento de todos. Ele afirma que “…destes mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22:40). Assim, uma primeira reflexão que podemos fazer é: qual é o motor da sua vida, aquilo que move suas intenções (coração), emoções (alma) e ações (força)? Será que Deus tem sido de fato a prioridade número 1 na sua vida?

Os versículos que seguem também são extremamente importantes. Eles falam sobre viver falando e ensinando sobre as leis de Deus. Devemos fazer isso “quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar”, ou seja: não só aos domingos ou em programações da igreja! Toda nossa vida deve falar e ensinar o amor de Deus às pessoas. Seja no trabalho, na escola, em casa, ou mesmo fazendo compras! Será que essa é uma realidade em sua vida? As pessoas a sua volta aprendem sobre Deus com a sua vida?

ORAÇÃO: Senhor, me ajuda a te amar com todo meu coração, alma e força! Me ajuda a viver para Ti de tal modo que eu possa fazer todas as coisas por Ti e contigo, de maneira que as pessoas à minha volta aprendam sobre o Senhor ao olharem para minha vida!

Deuteronômio 8:11-18

 Quando tudo estiver bem, lembre-se de mim: 

Como falamos na semana passada, o livro de Deuteronômio é uma grande pregação de Moisés alertando e lembrando o povo acerca da aliança com Deus antes de entrarem na Terra Prometida. Após peregrinarem por 40 anos no deserto, usando as mesmas roupas, vivendo em tendas e se alimentando apenas de maná diariamente, agora eles teriam uma moradia fixa, um lar, poderiam desenvolver sociedades e acumular riquezas. A “terra que mana leite e mel”, no entanto, poderia ser uma bênção bem aproveitada, mas poderia também ser um motivo de tropeço. “Tenham o cuidado de não se esquecer do Senhor”, alerta Moisés, “Não aconteça que, depois de terem comido até ficarem satisfeitos, de terem construído boas casas e nelas morado, […] o seu coração fique orgulhoso e vocês se esqueçam do Senhor”. Que conselho precioso!

Já reparou como quando “tudo está bem”, nós simplesmente nos esquecemos de Deus? Quando as contas estão sendo pagas, quando você tem variedade de roupas e bens, come em restaurante todo fim de semana, tem bons amigos e boas notas, ou um bom emprego, seu coração começa a dizer pra você mesma: “A minha capacidade e a força das minhas mãos ajuntaram para mim toda esta riqueza” e nos esquecemos que, na verdade, “é Ele (Deus) que lhes dá a capacidade de produzir riqueza, confirmando a aliança que jurou aos seus antepassados”. 

Você passou por dificuldades, sofreu, clamou perante o Senhor por livramento e Ele te ouviu. Mas agora que tudo está bem, o que aconteceu? Você não ora mais, não se importa em conhecer mais a Deus, nem mesmo se lembra de tudo que Ele já fez por você. Às vezes até a salvação parece algo corriqueiro. Cuidado! Você está correndo muito mais perigo do que quando estava sofrendo em meio a uma provação.

O texto de hoje nos lembra também que Deus muitas vezes nos leva por desertos “para humilhá-los e prová-los, a fim de que tudo fosse bem com vocês”. Deus não é o tipo de pai que faz todas nossas vontades, que nunca diz não e que não suporta nos ver sofrer. Ao contrário, Deus sabe o que é melhor para nós sempre e o que precisamos aprender “para que tudo nos vá bem”. Por isso, muitas vezes é necessário passar por situações difíceis, elas nos livram do perigo da inércia do conforto e nos lembram que éramos escravos, mas fomos resgatados por um poderoso e bondoso Pai.

ORAÇÃO: Senhor, me livre dos perigos do conforto e da vida tranquila! Ajuda-me a desfrutar de bênçãos sem esquecer que vieram de Ti. Me ajuda também nas provações, para que eu persevere sabendo que o Senhor sempre tem o que é melhor pra mim.

Números 11.20

“Comerão carne por um mês inteiro, até lhes sair pelo nariz e vocês enjoarem dela, pois rejeitaram o Senhor que está aqui entre vocês e reclamaram contra ele, dizendo: “Por que saímos do Egito?”  Números 11.20

Consegue imaginar a cena do povo comendo carne até sair pelo nariz? Parece nojenta não é mesmo?! Essa foi uma disciplina dura dada por Deus para o povo. Isso porque eles reclamaram do Maná que Deus mandava todos os dias. Confesso que algumas vezes eu me questiono “como eles poderiam reclamar de terem alimento?”. Mas de fato ter apenas esse alimento para comer durante anos não é fácil. A grande questão foi que ao reclamar do Maná, o povo de Israel questionou sobre o cuidado de Deus, eles preferiam viver como escravos no Egito a estar sob os cuidados de Deus no deserto. Mas Deus ouviu a murmuração deles e lhes enviou tantas codornizes que nenhum deles recolheu menos de 10 barris de carne. Ao comerem a carne, muitos deles, por pecarem contra o Senhor, foram disciplinados e tiveram suas vidas tomadas (Nm 11.33,34). A murmuração é reflexo de um coração que não confia em Deus, que não se agrada somente com o que Ele tem dado e acredita que a sua vontade é a melhor. Mas a vontade de Deus para Suas filhas, Seu povo, é que sejam satisfeitos, alegres e agradecidos pelo que Ele faz. Suas obras são sempre perfeitas, boas e agradáveis.

Você é grata a Deus pela maneira como Ele te fez? Agradece pelo que Ele te dá? Agrade pela maneira como te sustenta?  Que tal escrever o Salmo 34.8-10 em um post it e colar em um lugar visível para te lembrar de confiar mais nEle nos dias em que a fé vacila?

Oração: Senhor, muito obrigada pela Tua Palavra que sempre nos ensina tanto. Obrigada pelo exemplo no povo de Israel também. E obrigada pela Tua mão que conduziu a história daquele povo e tem conduzido a minha vida. Obrigada por tudo que o Senhor tem me dado, pela minha saúde, pela provisão de cada dia e por tanto amor. Ajuda-me a confiar em Ti e ser boa testemunha da Tua graça ao demonstrar alegria e satisfação em minha vida. Em nome de Jesus, amém!

 

Ser Crente Não É Ser Burra

Ao apresentar sua fé cristã protestante na sala onde estudava, uma jovem teve de lidar com piadas como “Você também acredita em papai Noel? E no coelhinho da páscoa?” Muitos enxergam os evangélicos como fanáticos religiosos que têm uma fé irracional, que creem no que ouvem na igreja sem raciocinar. Não se pode negar que, muitas vezes, como cristãs estudamos pouco sobre a Bíblia e até mesmo sobre assuntos seculares (política, ciência, ambientalismo) e não sabemos argumentar contra esses comentários. De certa forma, também esquecemos de usar nossa mente e raciocinar o evangelho. E não é preciso ter medo disso, a Bíblia, bem aprendida, não é confusa ou contraditória. As dúvidas são necessárias para o crescimento e, se levam a uma crise de fé, muito provavelmente, tal pessoa precisa de ajuda para entender com clareza. Não há vergonha em crise de fé, mas deve haver em escondê-la e “lutar” sozinha. Porém, também não se deve parar de raciocinar para não as ter.

Sobre saber argumentar: isso não é vencer um debate, por isso, a postura de quem o faz não é a de um advogado de Deus e da Bíblia (como se precisassem) que fala alto a fim de vencer um júri ou um juiz. Pelo contrário, deve ser sábia, amorosa e justa. Em uma argumentação sábia, os objetivos são dar respostas para quem pergunta sobre sua fé (1Pe 3.15) e usar a mente apropriadamente, pois isto é cumprir com sua responsabilidade como cristã (2Co 10.4,5). O objetivo não é defender para que sua boa reputação seja preservada, mas para que a verdade sobre a Bíblia não seja deturpada e para que as ideologias não te convençam e a outros. Não se pode ser silenciosa. Nesse sentido, argumentar sobre a fé em Deus é conversar moderada, sábia e intelectualmente, o que também só é possível com o estudo da Palavra de Deus e com o Espírito Santo.

“Opiniões são mais fortes que exércitos. Opiniões, se embasadas na verdade e na justiça, no final prevalecerão contra as baionetas da infantaria, o fogo da artilharia e os ataques da cavalaria” Lorde Palmerston, 1849 [1]

Devido à importância de dialogar sobre a fé racionalmente, visto que opiniões são tão influentes, gostaria de explanar algumas doutrinas que demonstram que o homem tem o dever de pensar.

Criação

“A Bíblia declara e retrata tal fato desde o começo da criação do homem. Em Gênesis 2 e 3 vemos Deus se comunicando como homem de uma forma como ele não comunica com os animais. Ele espera que o homem coopere com ele, de forma consciente e inteligente, preservando e guardando o jardim onde ele o colocou, e que discrimine – racional e moralmente – o que é permitido do que é proibido fazer. Mais ainda, Deus convida o homem a dar nome aos animais, simbolizando o senhorio dele sobre o que foi dado; e Deus cria a mulher de tal forma que o homem imediatamente reconhece a compatibilidade que tem com a parceira e, como resultado, surge espontaneamente o primeiro poema de amor jamais composto!” [2] Diferente dos animais, o homem desde sua criação se comunicava com Deus de uma maneira exclusiva, possuindo condições de pensar, aprender e refletir. No livro de Salmos, inclusive, Deus dá uma ordem de o homem usar seu entendimento, diferente dos animais que usam o instinto:

“Não sejam como o cavalo ou o burro, que não têm entendimento mas precisam ser controlados com freios e rédeas, caso contrário não obedecem.” Salmo 32.9

Revelação

Em uma pesquisa, a correspondência entre o que está sendo investigado e a mente do investigador é a racionalidade. Da mesma maneira, quando Deus criou o universo e se revelou por meio da natureza de maneira geral, Ele se permitiu ser conhecido por meio da razão do homem (Sl 19.1-4; Rm 1.19-20), ao observar a criação e questionar sua origem. O mesmo acontece com a leitura das Escrituras e, com uma revelação que o demonstra de maneira mais específica, pois se sabe quem Ele é. “A comunicação (de Deus) por palavras (pela Bíblia) pressupõe uma mente que possa entender e interpretar essas palavras, pois elas são símbolos insignificantes até serem decifradas por um inteligente.” [3]

Redenção

Deus permitiu aos homens serem salvos de seus pecados por meio da morte de Jesus Cristo em favor deles, os redimindo. Contudo, como demonstra o versículo abaixo, apesar de Deus se permitir ser conhecido, não dispensou totalmente a racionalidade humana, por meio de uma pregação divinamente ordenada. E, os que são renovados, o são também no modo de pensar (Ef 4.23).

“Visto que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, agradou a Deus salvar aqueles que creem por meio da loucura da pregação.” 1Coríntios 1.21

Julgamento

Deus julgará os homens por seu conhecimento e resposta ou não a Sua pessoa (Jr 7.25,26; 11.4,7-8; 25.3,4; 32.33; 44.4,5; Jo 12.48; Mt 7.24-27).

Dessa forma, percebe-se que tanto no Antigo Testamento quanto no Novo há muita ênfase na racionalidade do homem. Mais uma vez, sabemos que, apesar de a fé ser a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos (Hb 11.1), por ela, ENTENDEMOS, refletimos, pensamos que o universo foi formado pela palavra de Deus (Hb 11.3a). E tanto mais podemos entender por meio dela. “Fé não é credulidade. Ser crédulo é ser convencível, ser completamente acrítico, incapaz de discernir e até raciocinar sobre as próprias crenças. No entanto, é um grande erro supor que a fé e a razão são incompatíveis. […] Ao contrário, a verdadeira fé é essencialmente racional, pois ela confia nas promessas e no caráter de Deus. […] Fé é confiança racional – uma confiança que se apoia de forma refletida e segura na fidelidade de Deus.” [4]

Assim, percebe-se que ser cristã não é ser uma fanática religiosa que aceita doutrinas sem refletir, sem conhecimento. Pelo contrário, para entendê-las, precisa-se pensar. Logo, também se entende que a fé não é credulidade irracional, mas uma confiança reflexiva, que pensa. E dessa forma, ser crente não é ser burra. E fé não é ausência de razão. Por isso, como cristãs, precisamos usar bem nossa mente, e não de forma restrita a assuntos de fé, mas para que todas as nossas ações sejam condicionadas pelo que agradável ao Senhor, com uma verdadeira adoração, com uma vida de santidade e com pensamentos racionais, não dominados por nossas emoções.

“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto RACIONAL de vocês. Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela RENOVAÇÃO da sua MENTE, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12.1,2

 

PENSE

– Você é boa aluna, aprendendo da sua melhor maneira no ambiente acadêmico?

– Você confia nas promessas de Deus racionalmente? Sabe quais são elas? Se não, que tal pesquisá-las?

– Você argumenta com sabedoria com aqueles que lhe perguntam sobre sua fé?

– Você se informa também sobre assuntos seculares, usando apropriadamente a mente que Deus lhe deu? Lê ou assiste jornais?

– Você procura estudar a Bíblia e suas doutrinas?

– Você ora por sabedoria para saber argumentar sobre sua fé?

 

 


[1] STOTT, Jhon. Crer é também pensar. Pág 29

[2]  IDEM. Págs 29,30

[3]  IDEM. Pág 34

[4] IDEM. Págs 51,52

Números 9.2,3

“Instrua os israelitas a celebrarem a Páscoa no tempo determinado. Ao entardecer do décimo quarto dia do primeiro mês. Siga todos os meus decretos e estatutos a respeito dessa celebração.”

Números 9.2,3

Depois de passarem pelo monte Sinai, Deus pediu para Moisés instruir os israelitas a celebrarem a páscoa, que já havia sido instituída (Ex 12). A Páscoa é o memorial da libertação dos israelitas da dominação egípcia, em que sacrificavam um cordeiro sem defeito e passavam seu sangue no umbral das portas para serem protegidos da morte quando o Anjo do Senhor passasse em frente de suas casas. O sinal do sangue demonstrava que criam no Senhor.  Eles eram salvos pela fé em Deus, não pelo ritual em si.

Paralelamente, no Novo Testamento, Jesus foi morto como o cordeiro sem defeito para propiciar a libertação da morte eterna para aqueles que creem em Deus. Jesus pagou o preço dos pecados de todos aqueles que creem em Deus para sempre, de forma que os antigos sacrifícios para perdão de pecados não eram mais necessários. Ele foi suficiente. Ele também ressuscitou, o que dá várias garantias para os filhos de Deus, como a convicção de que um dia também ressuscitarão (1Co 15.20), de que são justificados (Rm 4.25) e que são regenerados (1Pe 1.3). Por isso, relembrar a Páscoa é tão importante, porque ela ensina sobre o amor maravilhoso de Deus que transforma a vida completamente daquelas que creem nEle. Elas são perdoadas e podem desfrutar da proximidade com Ele eternamente. 

Que tal agradecer mais uma vez pela libertação do povo e pelo sacrifício suficiente de Jesus por você? Que tal pedir perdão por seus pecados e ajuda a Deus para continuar O obedecendo?

Oração: Senhor, muito obrigada pela Tua mão sobre a história do povo de Israel, que tem reflexos e nos ajuda até hoje. Obrigada porque o Senhor sempre está cuidando do Teu povo e porque providenciou a salvação eterna para ele. Ajude-me a sempre relembrar do sacrifício de Jesus e continuar a te obedecer. Em nome de Jesus, amém!

Tudo que Ele toca, Ele transforma

Na Páscoa deste ano, minha igreja organizou um culto especial com o tema “Tudo que Ele [Jesus] toca, Ele transforma”. Naquela ocasião, algumas pessoas foram convidadas a dar um testemunho acerca de uma experiência transformadora com Cristo. Gostaria de compartilhar aqui com vocês o testemunho que dei naquele dia.

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Por muitos anos eu queria ter a oportunidade que aquela mulher que sofreu com hemorragia por doze anos teve, de se aproximar fisicamente de Jesus, tocar na sua roupa e ser instantaneamente, totalmente curada. No meu caso, o motivo de sofrimento não era um fluxo crônico, mas uma fadiga crônica, e muitas vezes, debilitante…

Eu não acredito que Deus nos promete a cura (ou a solução de todos os nossos problemas) aqui e agora, nesta vida, mas o fato é que Deus escolheu me curar (após cerca de seis anos). Embora eu ainda tenha alguns problemas de saúde, eles não são severos e debilitantes como a minha fadiga era.

Porém, o que eu quero compartilhar com vocês hoje não é a experiência da minha restauração física, mas da restauração espiritual que Jesus operou em mim por meio dos meus anos de provação. É claro que eu ainda estou no processo de transformação, mas quero contar algumas maneiras pelas quais Deus me transformou por meio dos anos de problemas de saúde.

Deus me ensinou que a minha identidade e o meu valor estão estabelecidos em Cristo, e não no que eu faço ou não faço. Descobri que minhas limitações físicas podem ser uma oportunidade de aprender a me alegrar mais nas coisas que Cristo fez e faz por mim do que nas coisas que eu faço.

Aprendi que a minha dor não é um sinal do abandono de Deus. Quem foi abandonado foi Cristo, na cruz, para que eu nunca tivesse de ser.

Aprendi que meu próprio sofrimento é tão pequeno perto daquele que Jesus escolheu suportar em meu favor… E porque ele sofreu e foi tentado, agora é um sumo sacerdote que, além de nos trazer o perdão, é compassivo e poderoso para nos ajudar em meio aos nossos sofrimentos e tentações.

Aprendi que mais importante que me ver livre dos meus sofrimentos é ser moldada por Deus para aprender a reagir ao sofrimento como Jesus.

Aprendi que a glória eterna em Cristo pesa mais que todo e qualquer sofrimento atual.

Aprendi que o fato da provisão de Deus não ser exatamente como eu gostaria que fosse não significa que Deus não está provendo.

Aprendi que Jesus é suficiente, que a graça de Deus me basta e que o Seu poder fica mais evidente em meio às minhas fraquezas.

Aprendi que, em Cristo, sou livre e capacitada para viver o contentamento mesmo em meio a circunstâncias diferentes do que eu gostaria.

Aprendi que meus problemas podem frustrar os meus planos, mas não os planos de Deus para mim. Pelo contrário, eles podem ser justamente os instrumentos que Deus usa para cumprir em mim o propósito dEle de me tornar mais parecida com Jesus.

Aprendi que não preciso tentar entender tudo nem consertar tudo. O que preciso é me voltar para Aquele que tudo entende e tudo pode redimir para o meu bem e para a Sua glória.

Aprendi que Deus nos consola em nossas tribulações para que, com o consolo que recebemos, possamos consolar outros.

Aprendi que Ele nos leva a lugares aonde nós não desejávamos ir para produzir em nós coisas que não poderíamos alcançar por nós mesmos.

Percebi que Deus moldou em mim muitas coisas que eu havia pedido. Eu pedi um coração mais humilde, mais dependente dEle, mais compassivo, mais servo, entre outras coisas. E hoje reconheço que Deus respondeu a tudo isso por meio das minha doenças dos últimos seis anos. Ele realmente é soberano até sobre carrapatos, bactérias e células de endométrio!

Por muitos anos eu queria poder tocar as vestes de Jesus para ser fisicamente curada, mas, na verdade, foi Jesus quem me tocou e o resultado foi e tem sido uma transformação eternamente mais valiosa do que a que eu desejava inicialmente. Sim, tudo que Ele toca, Ele transforma. Graças a Deus por isso.

 

Números 6.24-26

“Que o Senhor abençoe e o proteja. Que o Senhor olhe para você com favor e lhe mostre bondade. Que o Senhor se agrade de você e lhe dê paz.” Números 6.24-26

Você já leu essa benção sacerdotal? Bem, ela foi ordenada por Deus para que Arão abençoasse o povo de Israel, em especial, aos que cumpririam o voto nazireu. Esses eram os que consagrariam suas vidas a Deus e, por causa disso, cumpririam várias obrigações especiais. Um exemplo foi Sansão, que não devia cortar o cabelo nem beber bebidas fermentadas. Apesar de Arão impretar a benção, ele mesmo não tinha poder para efetuá-las, pelo contrário, ele era um canal de bênção nas mãos de Deus. E veja como Deus foi específico quando falou esta benção…

  • Que o Senhor – a benção vinha diretamente dEle;
  • Abençoe – conceder bençãos de todos os tipos (espirituais, materiais, paz);
  • Proteja – cercar de segurança;
  • Olhe para você com favor – em outras versões, nesse versículo diz que “Deus faça resplandecer o rosto sobre ti”, isto quer dizer que ele se agrade de seu rosto iluminando-o com Sua luz;
  • Mostre bondade – ser bondoso para com o povo;
  • Se agrade de você – prestar atenção ao povo; 
  • Lhe dê paz – dar bem estar.

Com essa benção podemos perceber que Deus é muito generoso com o Seu povo e está sempre disposto a abençoá-lo com bem estar, segurança, bondade, paz e até prosperidade. Em resposta a esse amor dEle, os Seus só lhe devem confiança e obediência.  

Você agradece a Deus por ser tão generoso com você? Você reconhece que Ele provê tudo o que precisa? Você tem sido obediente a Sua Palavra?

Oração: Deus, muito obrigada pela sua generosidade e pela sua disposição de sempre nos ajudar e ser bondoso comigo. Perdoa-me quando não sou obediente e me ajuda, Pai, a caminhar confiante em Ti e obediente a Tua Palavra. Em nome de Jesus, amém!

A MORTE DO INOCENTE

Antes que houvesse pecado, antes que o homem fosse formado, antes mesmo do Universo ser criado, o plano já estava estabelecido (1 Pe 1.20; At 2.23; 4.27-28; 2 Tm 1.9). O preço pela ofensa à santidade de Deus foi determinado antes da fundação do mundo: a morte do Filho pela vida de muitos. Em nuances de entendimento muito maiores do que nossa limitada mente possa chegar, Deus determinou a morte de Seu Filho unigênito em resgate daqueles a quem haveria de criar. Assim, Deus criou o homem mesmo sabendo que este viria a cair e isto não frustrou Seus desígnios para a obra de criação que estava realizando. À parte de questões existenciais do “porquê” Deus agiria dessa forma, basta-nos saber que por mais profundo que nossa mente possa divagar procurando respostas, a sabedoria de Deus é insondável (Rm 11.33-34; Jó 38). Se a Bíblia diz que Deus criou, que o homem pecou e que, ainda assim, o Pai é soberano sobre todas as coisas, nisto cremos como verdade absoluta.

No Jardim do Éden, Deus presenteou o homem com todos os frutos das árvores que criara, exceto uma (Gn 2.8-9; 2.16-17). Deu-lhe tudo, só havia uma restrição, presenteou-lhe com bênçãos, mas o homem focou naquilo que, aos seus olhos, lhe faltava. Ao invés de contemplar tudo o que havia recebido pela perspectiva da abundância, o homem focou naquilo que não tinha. A despeito da graça, olhou através dos óculos da escassez. Insatisfação. Orgulho. Desobediência. Morte. Adão pecou e por sua representatividade da raça humana, todos pecaram, foram concebidos em pecado e nasceram em pecado (Sl 51-5). Adão tinha a escolha de não pecar, mas tomado pela perspectiva da escassez, sucumbiu em sua ofensa contra Deus.

Por um só homem, o pecado entrou no mundo e corrompeu a imagem que Deus imprimiu em Suas criaturas. A vida foi tomada pela morte. A comunhão entre Deus e o homem (para a qual fomos criados) foi rompida e estilhaçada. A santidade de Deus é expressa no fato de que Ele é tão puro de olhos que não pode contemplar o mal (Hb 1.13), e o pecado manchou tudo o que Deus contemplava em Sua criação. Diante disso, ou o homem estaria desesperadamente perdido à parte da graça, ou precisaria desesperadamente de um salvador. Por amor, graça e misericórdia havia um preço a ser pago, um preço de sangue, o qual carrega a vida (Lv 17.11). Havia um desígnio eterno e satisfatório que cobriria toda a morte gerada pelo pecado. Havia um sacrifício a ser realizado por alguém em quem a humanidade pudesse ser representada – como o foi em Adão (1 Co 15.22; 15.45), mas também alguém em quem não houvesse pecado, para que a justiça pagasse o preço pela injustiça. Havia um Salvador. A resposta divina foi o Filho, Deus homem, o Justo pelos injustos. Assim, a Graça salvadora de Deus foi manifesta àqueles que não a mereciam, que não a buscaram, que só a desprezaram.

O Cordeiro Santo de Deus foi enviado ao mundo com um desígnio eterno a ser cumprido. Quando o povo de Israel, o povo escolhido de Deus, foi liberto do Egito sob a direção de Moisés, a festa da Páscoa foi estabelecida como um memorial que relembra a libertação gloriosa (Ex 12), mas também como uma sombra, um anúncio da obra que seria efetivada em Cristo. Séculos depois, quando os judeus cumpriam sua tradição e imolavam seus cordeiros para a celebração da festa com suas famílias, o Verdadeiro Cordeiro que tira o pecado do mundo estava sendo levantado no madeiro (Jo 19.14), sem que os homens se dessem conta do que acontecia ali. Eram nossas ofensas, nossa sujeira, nossa obstinação que estavam sobre Cristo. Muito mais do que a dor dos açoites e cortes na carne, o peso da ira santa e justa de Deus pelo pecado era derramado em Jesus, céus e terra demonstraram a grandiosidade e profunda dor daquele momento (Mt 27.51-54). Ele foi traspassado, moído, ferido por nossas transgressões para que pudesse nos oferecer o Perdão (Is 53). Essa mensagem precisa constranger nossos corações. Não é só mais uma história, é “A HISTÓRIA” sobre a sua e a minha vida! Naquela Cruz, por amor, Cristo assumia nossas mentiras, nossas paixões infames, nossos pensamentos obscuros, nosso orgulho, nossos julgamentos, nosso coração duro e obstinado… E mesmo consciente de tudo o que dispunha contra nós, Ele rendeu Sua vida voluntariamente para nos resgatar das garras do pecado (Rm 5.8; Jo 10.18; Mt 27.50). Aleluia!

John Stott diz que “na cruz o amor e a justiça divinos foram reconciliados.” Ali, o preço satisfatório exigido pela santidade de Deus foi sanado (propiciação – Rm 3.25; Hb 2.17; 1 Jo 2.2; 1Jo 4.10) e o sangue de Jesus cobriu definitivamente o pecado daqueles que a Ele se rendem (expiação – Hb 9.26). Por amor ao mundo, Deus exerceu Sua justiça em Cristo, para que nEle fôssemos reconciliados e retornássemos à comunhão com nosso Criador (Jo 3.16; Rm 5.10; 1 Pe 1.3). Pelo sacrifício de Cristo, hoje, podemos nos achegar ao trono da Graça (Hb 4.16), temos acesso direto ao Pai (Hb 10.19-22), temos o perdão dos nossos pecados (Hb 9.26, 1 Jo 1.9) e o desfrute da plenitude de uma vida vivida em Sua presença está disponível a nós. Uno-me aqui às palavras de Paulo quando contempla a obra de salvação que Deus vem realizando através da história da humanidade: “ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e inescrutáveis os seus caminhos! (…) A ele seja a glória para sempre! Amém.” (Rm 11.33,36).

Minha oração é que nosso coração seja constrangido diante do amor demonstrado na morte de Cristo (2 Co 5.14). A cruz é o símbolo do cristianismo, mas que ao olharmos para ela nós possamos lembrar que é um símbolo de fraqueza, de dor, de loucura… Houve um preço, um alto preço para que recebêssemos uma vida que não merecíamos. Esse constrangimento, pela ação do Espírito, deve nos levar a uma vida responsiva, que luta contra o pecado e busca uma conduta de santidade que glorifica a Deus. Essa conduta santa se manifesta na maneira como tratamos nossos pais, na forma com que nos submetemos aos nossos chefes e líderes, em nossos pensamentos “protegidos” pelo silêncio da mente, nos comentários que fazemos sobre as pessoas, no modo como pensamos e agimos com nossos namorados ou com outros meninos, naquilo que fazemos quando ninguém nos vê, na maneira com que lidamos com dinheiro e “nossas comprinhas básicas”. E não somente na luta contra o pecado, mas também na perseverança em meio às lutas e dificuldades.

Está difícil continuar? Lembre-se do sofrimento que Cristo suportou e que Ele mesmo renova as forças necessárias, lembre-se que os sofrimentos deste mundo são passageiros e que existe uma glória futura a ser revelada sem pecado, sem dor e sem prato, na plenitude do conhecimento e da presença eterna do nosso Deus. Convido você a, neste sábado de Páscoa, olhar para sua vida e olhar para a cruz. Você tem partilhado dos sofrimentos de Cristo? Lute contra toda a forma de mal e glorifique o nome do seu Senhor! Persevere em oração em toda e qualquer circunstância! Que esta não seja só mais uma história que não encontra eco numa consciência cauterizada.

A morte de Cristo nos traz as boas novas da purificação do nosso pecado, mas nossa esperança manifestada na Obra de Cristo ainda vai além (1 Co 15.19-20). A ressurreição nos traz as boas novas da justificação e da posição que assumimos em Cristo (Rm 4.25). Amanhã, mais um artigo que nos leva a refletir o que a celebração da Páscoa deve relembrar aos nossos corações: se Cristo não tivesse ressuscitado, será que alguma coisa seria diferente hoje? Que Deus te abençoe! Feliz Páscoa!

 

Números 3.4

“Nadabe e Abiú, porém, morreram na presença do Senhor, no deserto do Sinai, quando trouxeram fogo estranho diante do Senhor. Como não tinham filhos, restaram somente Eleazar e Itamar para servir como sacerdotes junto com seu pai, Arão.” Números 3.4

O livro de Números, apesar de cheio de registros e ordenanças, tem muito a nos ensinar. Ele aborda sobre a caminhada do povo de Israel para chegar à terra prometida, um período longo de muita aprendizagem.  Em especial, neste capítulo, fala sobre a nomeação dos levitas para o serviço quando estavam no Monte Sinai acampados. Dentre os nomeados para serem sacerdotes estavam dois filhos de Arão, Nadabe e Abiú.  

Contudo, Deus, apesar de Seu amor para conosco e misericórdia, também é justo. E Ele exige obediência completa de Seus filhos, em especial dos que decidiram O servir no ministério. E, desde os livros do Pentateuco, Deus ensina que os Seus, se O obedecerem colherão bênçãos, caso contrário, disciplina. No caso dos filhos de Arão, eles foram punidos por não ofertarem a Deus da maneira que Ele havia ensinado (Ex 30.9). Deus pode ter sido “radical” com os filhos de Arão, mas Ele é sempre coerente com as Suas promessas e Seu caráter, o que demonstra muito do Seu amor para conosco. Isso demonstra que Ele é digno de total confiança e que Os Seus líderes devem ser irrepreensíveis, isto é, que não podem ser acusados de nada, embora também sejam pecadores. Por isso, devemos refletir tanto sobre a forma como servimos a Deus. Se estamos O levando a sério e obedecendo Sua Palavra ou se preferimos caminhar segundo nossas preferências. Servir a Deus é um privilégio, mas também uma responsabilidade que exige temor.

Você já se dispôs para servir em sua igreja local? Você se prepara para lidar com essa responsabilidade? Você se preocupa em servir a Deus da maneira que Ele espera de você? Que tal orar sobre isso?

Oração: Deus, muito obrigada pelo privilégio de te servir. Obrigada porque o Senhor é totalmente digno de confiança e posso descansar em Ti sempre. Ajuda-me a Ti servir da maneira que Te agrade. Dá-me um coração servo, alegre na Tua obra e obediente. Ajuda-me a ser irrepreensível. Em nome de Jesus, amém!

Levítico 4.35

“O sacerdote queimará (a gordura do sacrifício) sobre o altar, em cima das ofertas queimadas do Senhor; assim, o sacerdote, por essa pessoa, fará expiação do seu pecado que cometeu, e lhe será perdoado.”

Costumamos ouvir e falar sobre Cristo como “o Cordeiro que tira o pecado do mundo”, aquele que “se ofereceu em nosso lugar”, que “morreu para nos purificar do pecado”, que “nos deu paz com Deus por seu sacrifício”, que “nos reconciliou consigo mesmo e com os outros”. Essas imagens não fazem sentido nenhum se não entendermos também as últimas duas ofertas, que eram obrigatórias: a oferta pelo pecado e a oferta pela culpa (ou restituição).

A oferta pelo pecado (Lv 4-5), ainda que o tipo de animal variasse dependendo da posição econômica e papel social de quem a apresentasse, deveria ser apresentada em dois tipos de situação: para expiação de alguém que houvesse pecado por ignorância (sem intenção) ou para purificação daquele que estivesse em condição impura.(1) O propósito desta oferta era duplo. Primeiro, a retirada do pecado – o ofertante colocava sua mão sobre a cabeça do animal antes que ele fosse sacrificado e sua morte pagasse o preço da ofensa. A frase “o seu pecado será perdoado” aparece oito vezes nestes dois capítulos! Em segundo lugar, essa oferta também servia para  purificação do pecador e do santuário. Há uma diferença aqui: se o pecado fosse cometido por indivíduos, incluindo os governantes, o sangue do animal era aspergido no altar, fora do Tabernáculo; mas se o pecado fosse cometido por um sacerdote ou pela nação de Israel, o sangue precisaria ir dentro do Tabernáculo, sendo aspergido na entrada do Santo dos Santos, onde Deus estava. Somente assim haveria purificação. 

Quando Jesus morreu na cruz, ele abriu um caminho para que o pecado fosse tirado de nós. Quando cremos nele, simbolicamente colocamos nossas mãos sobre Sua cabeça, transferindo nossa culpa e pecado, confiando que a nossa pena foi paga por Ele. Por causa disso, podemos ouvir de Deus “você está perdoado”. Mas o sangue de Cristo faz mais que isso, ele nos purifica. 

Deus não mora mais em uma tenda – Ele faz morada naquele que coloca sua fé em Cristo. Mas como isso é possível, se nosso corpo, o atual templo do Espírito, ainda sofre com o pecado? Por meio do sangue de Cristo. Hebreus 9.24 diz que “Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus”. Seu sangue não foi colocado no altar apenas, mas levado à presença do próprio Deus! Pelo sacrifício de Cristo, temos acesso completo a Deus. O que os sacrifícios de Levítico faziam de forma imperfeita, Jesus completou com perfeição.

A oferta pela culpa (ou de restituição) é uma oferta um pouco mais complexa. Ela tem um propósito duplo, porque o pecado afeta não apenas o nosso relacionamento com Deus mas também com nós mesmos e com aqueles que estão à nossa volta.

Um dos principais efeitos do pecado é a culpa de quem pecou. A culpa é mais do que sentir-se mal (remorso), é temer a punição ou o custo da sua ofensa; é a antecipação da pena que você merece. Mas o pecado também afeta as pessoas – enquanto sofremos por antecipação a culpa por aquilo que fizemos aos outros, o sofrimento deles é real e presente. Por exemplo, se você contar falar mal de uma menina para os rapazes da igreja, talvez se sinta mal ou com medo de algum líder descobrir, mas ela sofrerá imediatamente o escárnio, o desprezo ou o isolamento de outros.

Por essa razão, a oferta pela culpa também é chamada de restituição, já que um dos propósitos dela era reparar, corrigir o dano, pagar a dívida da ação maligna. Enquanto o sacrifício no tabernáculo declarava àquele que pecou que seus pecados estavam perdoados e não havia mais razão para temer a punição, havia um ato de reparação que deveria ser feito pelo pecador. Ao ofertar, o ofensor também deveria pagar a reparação mais 20% de qualquer dano financeiro, físico ou pessoal ao ofendido. Assim, os três efeitos do pecado são atingidos com esta oferta: o relacionamento de Deus com o homem, o homem consigo mesmo e entre os homens.

Mas sabemos muito bem que qualquer reparação que tentarmos não é perfeita. Não traz a reputação de volta, não elimina a dor do ofendido, não repara o relacionamento a ponto de trazer de volta a confiança mútua, e muito menos traz um morto de volta à vida. Também não tira a culpa completamente da consciência – consegue imaginar alguém que matou um amigo, ainda que não intencionalmente, quantas vezes ele ofereceria sacrifício por causa da culpa na sua consciência?

Por isso precisávamos de Jesus. Só Ele tira de nós toda a culpa, e nos muda para que, através de nós, os efeitos do pecado sejam minimizados aqui na Terra, e permanente retirados na eternidade – Ele nos renova. Hebreus 10.22 diz que a nossa consciência foi purificada pelo sangue de Jesus. A presença do Espírito em nós é a nossa constante certeza de que nossa culpa foi removida. Ele nos muda radicalmente para que busquemos reparação com todas as nossas forças, e também trabalha no coração das pessoas para restaurar o que foi partido por nós. O melhor? Ele não adiciona 20% – Ele faz tudo novo. “Eis que faço novas todas as coisas (Apocalipse 21:5).

“No segundo ano após a saída dos filhos de Israel do Egito, no primeiro dia do segundo mês, o Senhor falou a Moisés, no deserto do Sinai, na tenda do encontro, dizendo…” Números 1.1 

Funcionou. Lembra de Levítico 1:1? Deus falou com Moisés DA tenda. Deus dentro, Moisés fora. Agora, Deus fala com Moisés NA tenda. Moisés pode entrar. 

Oração: Senhor, quantas vezes deixei de ler certas partes da Bíblia por achá-las difíceis, sem buscar entender aquilo que o Senhor escreveu pra mim. Cria em mim amor por Tua Palavra, cada versículo. Ajuda-me a entendê-la, pois só assim verei com clareza a imagem que pintastes do Teu amor por mim, Teu desejo de estar conosco e Tua obra para que estejamos contigo. Obrigada por Jesus e Seu sacrifício na Cruz por mim. Obrigada pelo Espírito que constantemente me auxilia a manter-me pura. E obrigada por Teu amor, que me escolheu e me tornou santa para viver eternamente contigo. Amém. 

  • Pureza/impureza é um conceito muito específico na Lei Hebraica. Impureza é definida como “ausência de santidade”, e se santidade é “vida, “vitalidade”, ou seja, aquilo que vem da fonte de toda a vida, o Criador, aquilo que está distante ou separado de sua fonte é “morte”, “impureza”. Assim a pureza/impureza cerimonial de Levítico está relacionada à contaminação ou correlação com a morte. Um homem poderia estar impuro por uma doença como a lepra, ou uma mulher em seu período menstrual, ou alguém que houvesse tocado um cadáver – coisas que representam ou refletem a ausência de vida ou vitalidade. Ainda que isso não faça completamente sentido para nós, é importante entendê-lo para compreender o nível de santidade, o quão separado, distinto, está Deus do homem. Esse conhecimento também nos ajuda a contemplar a humilhação de Jesus em deixar sua glória para viver em um corpo perecível e, ao final, enfrentar a morte e ser sepultado. É pra chorar mesmo.

Pós-texto:

Quando a Lei foi dada ao povo, Deus já fez nela provisão para que entendêssemos a profundidade do nosso pecado e a necessidade de um sacrifício perfeito. Quanto mais você estudar a Torah (Êxodo a Deuteronômio), mais verá conexões entre a lei e a obra de Cristo. O autor de Hebreus usa muito do livro de Levítico para explicar a obra salvífica de Cristo nos capítulos de 5 a 10. 

Há muito a se estudar neste livro, e confesso que minhas escolhas para essa devocional se resumiram apenas a um aspecto dele (capítulos de 1-7 e 17). Encorajo você a continuar seu estudo de Levítico e procurar Jesus nos capítulos que não estudamos, como os referentes às festas judaicas, por exemplo. Creio que o estudo deste livro aprofundará o seu amor por Jesus e a sua gratidão pelo seu sacrifício.


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