“E, não achando por onde introduzi-lo por causa da multidão, subindo ao eirado, o desceram no leito, por entre os ladrilhos, para o meio, diante de Jesus. Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, estão perdoados os teus pecados. E os escribas e fariseus arrazoavam, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? Jesus, porém, conhecendo-lhes os pensamentos, disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? Qual é mais fácil, dizer: Estão perdoados os teus pecados ou: Levanta-te e anda? Mas, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico: Eu te ordeno: Levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. Imediatamente, se levantou diante deles e, tomando o leito em que permanecera deitado, voltou para casa, glorificando a Deus. Todos ficaram atônitos, davam glória a Deus e, possuídos de temor, diziam: Hoje, vimos prodígios.” 

Os milagres realizados por Jesus serviam para afirmar que o filho do carpinteiro era também o Filho de Deus. Jesus já havia anunciado sua tarefa, quando esteve na sinagoga, mas não foi bem recebido. O Filho do homem veio para “evangelizar os pobres; (…) proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor!”.

Entre momentos de solitude e ensino, Jesus realizava muitos milagres e, nessa ocasião, chega um paralítico trazido por seus amigos. Eles venceram a multidão que enchia a casa, descendo o homem pelo telhado. A fé deles foi notada pelo Senhor, pois tinham a certeza que sairiam agraciados de sua presença. Mas Jesus surpreende a todos. Ele anuncia o perdão dos pecados daquele homem. Indo além do ato extraordinário de curar, Cristo mostra que o Seu objetivo é libertar os pecadores de uma outra doença. A doença do pecado. Esse é o real poder de Cristo e essa é a verdadeira libertação que Ele promove.

Quantas vezes somos tentadas a limitar o poder de Cristo em nossas vidas? Banalizamos a Sua obra salvífica quando minimizamos Seu poder para perdoar nossos pecados e nos purificar. De quantos pecados gostaríamos de nos ver livres? Quanta culpa gostaríamos que fosse levada? Que grande bênção é receber o Seu perdão! “Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (Sl 32.1, 2). Não há nada que possamos fazer para merecer o Seu perdão, Ele simplesmente o dá aos pecadores.

Nossa incredulidade se torna como a dos fariseus quando damos ouvidos aos métodos de homens para nos livrarmos da culpa fazendo coisas, ou quando pensamos que um fim de semana mágico de “encontro com Deus” resolverá a situação. Assim como toda a criação, o perdão dos pecados vem porque Deus é quem declara que estamos perdoadas. Ele nos afirma mediante nossa confissão que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 Jo 1.9).

Em seguida, o que devemos fazer é viver de acordo com esse perdão. Qualquer ação que não obedeça a essa sequência será uma tentativa de tomar das mãos de Deus o favor, ou seja, de tentar merecer o perdão. Quando compreendemos esse perdão gracioso, concedido pelo Filho do Homem, podemos dizer “vimos prodígios!”

Oração: Senhor Deus, me ajude a viver o perdão que o Senhor me concede, seguindo em frente pela Tua graça. Me perdoe por tentar merecê-lo. Em nome de Cristo, amém.