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MEU LEGADO – Conselhos para Meninas

 

Hoje, em nosso último artigo da série “4 descobertas que mudaram minha vida”, vamos falar sobre o legado da maternidade. Talvez “ser mãe” ainda seja algo muito distante para você, que ainda nem namora ou tem perspectiva alguma de casar. Lembro-me que certa vez, acho que tinha uns 18 ou 19 anos, também nem namorava ainda, e foi anunciado na minha igreja um seminário sobre criação de filhos. Eu me inscrevi e, depois, conversando com uma amiga, descobri que ela não ia e perguntei por que. “Você não quer ser mãe, amiga?”. Ela disse que queria, um dia. E eu disse: “E por que não começa a se preparar agora? A gente passa anos na faculdade se preparando pra uma profissão, por que não passar um final de semana pensando em como ser uma boa mãe?”. Ela riu e concordou, e até hoje quando falamos disso ela lembra desse comentário. 

Mas e você? Já pensou em se preparar para a maternidade? “Mas eu nem sei se serei mãe!”, você pode dizer. Sim, é verdade. Mas garanto que um dia será adulta e, na última das hipóteses terá amigas com filhos que poderá ajudar se souber os princípios básicos da criação de filhos! Outro ponto importante a se pensar é que muitas das decisões que você toma hoje, enquanto “a maternidade ainda está muito longe” podem torná-la mais distante ainda, ou até mesmo fazer você desistir. Entender qual o plano de Deus para a maternidade pode te ajudar muito a não se iludir com pressupostos e propagandas enganosas e se frustrar no futuro. Espero que aquilo que vou compartilhar hoje sobre essa área e o que Deus tem me ensinado possa ser bênção pra você.

MATERNIDADE: A REALIZAÇÃO DE UM SONHO?

O sonho de ser mãe, para muitas, começa ainda na infância, quando ganhamos nossa primeira boneca, escolhemos seu nome e passamos a representar o papel de “mãe”. Nas brincadeiras de “mamãe-e-filhinha” da infância eu sempre gostei muito de cumprir a função de mãe. Lembro com carinho das tardes com minha prima na casa da minha avó: fazíamos “comidinha” para nossas bonecas com terra e folhas do quintal, depois era hora de dar banho, trocar a roupa e as fraldas, e finalmente arrumar as malas para “viajar” para outra cidade na brincadeira (que era, na verdade, o andar de cima da casa da minha avó). 

Não sei se você brincava de boneca na infância, mas queria abrir um parêntese aqui para comentar a importância dessas brincadeiras. O feminismo tem causado grandes mudanças em várias áreas do mundo, e seu impacto é grande na educação. Trabalhando em uma escola, vejo que a tendência do mercado de brinquedos é diminuir as opções desse tipo de brincadeira de “mamãe-e-filhinha” e aumentar as opções no sentido de super-heroínas, bonecas com corpo de modelo ou protagonistas que não perdem tempo cuidando de bebês, elas cuidam de si mesmas e de sua aparência. Outras bonecas representam narrativas em que as personagens salvam a humanidade de ameaças apocalípticas ou viajam pelo mundo vivendo aventuras incríveis. Gradualmente a maternidade vai perdendo o seu encanto no imaginário infantil, e creio que isso será muito desastroso para o futuro não só da igreja, mas de toda a humanidade. 

Não estou dizendo que ter filhos é como ter bonecas, por favor não me entenda mal. Claro que não. Bonecas ficam bem quietinhas o tempo todo e servem para a brincadeira enquanto ela durar. Algumas fecham os olhos automaticamente quando colocadas na posição deitada, e crianças reais são bem diferentes disso. Mas estou dizendo que as brincadeiras da infância simulam situações reais da vida adulta. Enquanto a criança brinca de ser mãe, ela vai amando esse papel e vai encontrando o prazer em cuidar, criar, amar um filho. Ao mesmo tempo, quando não existe esse tipo de brincadeira, a criança vai aprendendo a admirar outros papeis, e a maternidade vai ficando menos real e significativa. O resultado do descolamento da mulher do papel de mãe é que muitas mulheres nem mesmo cogitam ser mães, enquanto outras buscam ter filhos somente para satisfazer seu desejo, como se ter filhos fosse apenas um item importante na lista de coisas a fazer antes de morrer, ou mesmo na lista de realizações pessoais. Um item ao lado de “ter um cachorro”, ou “viajar para o exterior”. Será que você tem enxergado a maternidade assim?

Fechando o parêntese, amadurecer a perspectiva de maternidade da infância é importante também. Deus criou a família como núcleo base da sociedade e da igreja, e Sua vontade é que tenhamos filhos (Ele ordena mais de uma vez “multipliquem-se” – Gn 1:28, 9:7). Por isso, podemos sim sonhar e pedir por uma família, pois sabemos que isso está alinhado com a vontade de Deus. Mas é importante compreender a maternidade um pouco mais a fundo. Ela pode sim ser “um sonho que se torna realidade”, mas para aquelas que não buscaram se informar um pouco mais, pode ser também um pesadelo. Nem tudo são flores, sorrisos e abraços amorosos. Existem noites sem dormir, os seios rachados da amamentação, as doenças mil da infância que fazem os pais ficarem loucos e, claro, a desobediência e teimosia desses pequenos pecadores que tiram os pais do sério. Conforme crescemos, portanto, é necessário olhar um pouco para essa realidade também, para que não haja tanta surpresa na maternidade real. Para mim, foi muito importante ter amigas mais velhas e conviver com famílias com filhos pequenos na igreja, com as quais fui aprendendo um pouco mais sobre a realidade e descobrindo as ferramentas que Deus nos dá para lidar com tantos desafios.

MATERNIDADE: UM FARDO PESADO DEMAIS?

Embora eu sempre quisesse ter muitos filhos e pensasse em começar bem cedo, quando finalmente me casei e comecei a viver o ministério com meu marido, algumas tentações e distrações por vezes desviaram minha atenção desse alvo. A primeira delas foi a tentação de adiar a maternidade cada vez mais. Com uma vida de casada tão confortável e feliz, “só eu e ele”, tudo ia muito bem. Podemos ter a rotina que queremos, dormir a hora que queremos, comer qualquer coisa que queremos, e ter todo tempo do mundo para trabalhar e fazer o que julgamos importante. No nosso caso, passamos os dois primeiros anos de casado nos esforçando e colocando toda nossa energia na abertura da escola. Foi cansativo, desgastante, mas também muito realizador. Como foi prazeroso ver tudo funcionando, a escola aberta, os alunos aprendendo, a equipe crescendo…ah! Era difícil pensar em sair. Digo sair porque já tínhamos combinado que quando engravidasse eu pararia por alguns anos com o trabalho fora de casa e me dedicaria ao trabalho dentro de casa. Mas agora, vendo tudo o que Deus estava fazendo na escola, como deixar tudo isso? Parecia algo muito difícil para mim. 

Vencer essa ilusão de que a solução era adiar a maternidade foi um processo que envolveu compreender o valor da criação de filhos e a importância de ensinar o caminho certo para eles. Isso não é ensinado no mundo, pelo contrário. Algumas pessoas me diziam que seria possível fazer os dois (trabalhar fora e ser mãe) sem nenhuma dificuldade. Ao contrário disso, conversando com várias mulheres cristãs e vendo o valor que as Escrituras dão ao cuidado da casa e dos filhos (Tito 2:4-5), percebi que fazer os dois era muito frustrante. As mulheres nessa posição me fizeram perceber que sempre estavam exaustas e culpadas por não passar tempo suficiente com os filhos. Elas não conseguem dar toda a atenção que gostariam e nem acompanhar todos os detalhes da educação de seus filhos, ao mesmo tempo que estão sempre pensando nos filhos no trabalho e com a mente dividida. 

Outras pessoas me disseram que se eu não trabalhasse fora estaria abrindo mão de parte de mim, deixando minha realização de lado e iria me arrepender. Ao contrário disso, percebi que me dedicar totalmente ao papel de mãe seria algo que traria mais alegria e realização do que qualquer outra coisa que eu poderia fazer. Não por mim mesma, mas porque Deus faz muitas promessas sobre a maternidade (Sl 127:4, Pv 22:6, Dt 6:1-12). 

Por fim outras pessoas me disseram que quando eu parasse de trabalhar com certeza iria passar por dificuldades financeiras, pois meu salário iria fazer falta no sustento da casa. Sobre isso, pude me lembrar de Efésios 4:28, que evidencia que não trabalhamos para nos sustentar, mas sim para sermos úteis e para ter o que repartir com outros. Quem nos sustenta é Deus (Mt 6:26-30) e não o nosso trabalho! Ele promete estar conosco em todo o tempo e nunca deixar faltar o que precisamos. Além disso, biblicamente falando, a responsabilidade de prover financeiramente é do homem e não da mulher! Assim, todos esses pensamentos enganosos puderam ser vencidos pela graça.

Por último, veio a ilusão do controle. Eu achava sinceramente que poderia controlar o momento em que eu quisesse ter filhos. Tomei anticoncepcional durante alguns anos e, quando finalmente queríamos engravidar e parei de tomar, pensei que no próximo mês já estaria grávida. Isso não aconteceu. Nem no mês seguinte, nem no seguinte, e nem no outro… demorou quase nove meses para que conseguíssemos engravidar. Como aprendi nessa espera! Quanto mais ansiosa eu ficava, mais a menstruação atrasava, mais eu me defraudava e mais me frustrava no momento em que menstruava. Depois de um tempo percebi que toda minha frustração estava baseada na minha tentação pelo controle, que eu não estava confiando em Deus! 

Aprendi, em primeiro lugar, que eu não posso controlar nada, que Deus é o dono e o doador da vida. Ele dá e tira no tempo devido (Jó 1:21), para nos tornar mais santos, mais dependentes dEle (Rm 8:28-29). Aprendi, em segundo lugar, que o oposto de ficar ansiosa não é esquecer o que você queria que acontecesse, e se distrair com outras coisas, não. O texto de Filipenses 4:6-7 é bem claro quanto ao que devemos fazer: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus”. O contrário de andar ansioso, portanto, é estar constantemente em oração. E assim fiz. Toda hora que pensava “Será que estou grávida?”, ou algo do tipo, eu orava e pedia o que desejava: “Senhor, me faz engravidar!”. Ironicamente, finalmente comecei a ficar menos tensa e mais tranquila e quando eu menos esperava, os dois risquinhos do teste de farmácia estavam lá! Deus ouviu nossas orações!

MATERNIDADE: UMA OPORTUNIDADE DE DEIXAR UM LEGADO!

Talvez você como eu tenha o desejo de ser usada por Deus para transformar vidas e impactar a sociedade. Talvez você queira ser alguém relevante para o Reino e, ao mesmo tempo, transbordar da alegria que vem de Deus. Queria dizer para você que não existe melhor maneira de fazer isso do que sendo uma mãe temente a Deus! Criar filhos para a glória de Deus é algo que impacta a sociedade de uma forma que jamais poderemos mensurar. Criar adoradores, seguidores de Jesus que amam a Deus e buscam Seu Reino em primeiro lugar, isso com certeza encherá seu coração de alegria e abençoará muitas outras pessoas além de seus próprios filhos! Gosto da promessa de Salmo 127:4 “Como flechas nas mãos do guerreiro são os filhos nascidos na juventude.” – o guerreiro alcança mais longe com flechas. Ele atinge inimigos que não seriam destruídos apenas com a espada. Assim são os filhos.

Não se engane pensando que tantas coisas que nos distraem e afastam da maternidade hoje são acasos, ou modismos, não! Tudo isso faz parte de uma grande batalha que satanás está travando para destruir famílias e atrapalhar a implementação do Reino de Deus. Uma das leituras que mais me influenciaram na valorização da maternidade, por incrível que pareça, foi escrita por uma mulher solteira, “Feminilidade Radical”, de Carolyn McCulley. Indico muito a leitura desse livro pois ele me ajudou em tantas áreas da vida cristã como mulher que nem sei listar todas. Acho especialmente precioso o capítulo que trata sobre “A guerra das mães”. Acompanhe um trecho muito precioso: 

“[…] espiritualmente a guerra das mães tem início na primeira mãe, Eva. Sua designação, ao lado de seu esposo Adão, era de ser “frutífera e multiplicar-se” (Gn 1:28). Então, quando o Senhor Deus amaldiçoou a serpente que a enganou, Ele mostrou como a batalha seria travada contra esse mandamento de ser frutífero e multiplicar-se ‘Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o descendente dela. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.’ (Gn 3:15). Desde então, Satanás tem trabalhado para destruir a descendência daqueles que são feitos à imagem de Deus. A verdadeira guerra das mães não é contra a carne e o sangue – outras mães e métodos de criação de filhos -, mas contra aquele que busca destruir a próxima geração daqueles que se levantariam para louvar a Deus. Podemos debater todos os tipos de filosofias, métodos e práticas da criação de filhos, mas o conflito real não é com os proponentes das ideias opostas. Com toda certeza, há uma guerra, e o custo é alto. Mães (e pais) são chamados a serem fortes guerreiros nessa batalha.” (p. 219-220).

Sei que me alistei em uma batalha que não estou preparada para lutar, e que nem sei ainda todo o custo. Mas posso descansar em Deus que promete que já nos deu tudo que precisamos para viver piedosamente (2 Pedro 1:3) e que Ele mesmo vai me capacitar em tudo, assim como fez até hoje, desde quando me resgatou das trevas e me trouxe para a luz. Sei que ainda há muito para aprender e crescer, mas como é bom passar por isso ao lado de um Deus tão amoroso! Espero que essa pequena série de artigos com testemunhos pessoais possam ter feito você pensar e descobrir mais sobre identidade, vocação, casamento e maternidade! Que Deus abençoe sua vida!

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