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Conselhos para Meninas – Página: 2 – Blog

UMA PALAVRA SOBRE GRAÇA

Desde antes de ir para o seminário, eu já gostava muito da área de aconselhamento bíblico e discipulado pessoal. Nos últimos anos, passei bastante tempo estudando textos bíblicos que são respostas preciosas à dilemas que nossos corações enfrentam tão profundamente. Neste ano, tenho trabalhado em minha igreja montando uma apostila e dando aulas sobre essa área, o que tem me realizado, por ser uma área que tanto amo. No entanto, umas semanas atrás meu pastor me chamou para uma conversa sobre o andamento do curso. Um ponto que ele levantou ecoou profundo em meu coração! Ele me disse: “Thais, está faltando apontar para a Graça!” Saí da conversa muito reflexiva e isso perdurou por alguns dias. O material que eu estou produzindo estava refletindo meu coração. Eu estava muito preocupada em mostrar a dinâmica do pecado, as motivações por trás de atitudes, a ação e capacitação do Espírito Santo, o nosso papel diário na luta por santificação… Mas eu estava esquecendo-me da Graça. Dessas reflexões, surgiu este breve texto. Convido você a mergulhar na Graça Maravilhosa de Jesus Cristo. E se, caso você, assim como eu, tem se esquecido de alguns detalhes essenciais da caminhada cristã, pare, reflita e ore sobre o que vamos conversar aqui.

A boa notícia que Cristo nos traz é o Evangelho da Graça. Sim, Deus requer de nós uma vida de santidade e nos capacita para isso (2Pe 3.11), mas acima de tudo Ele conhece nossa fragilidade e sabe que nunca estaremos aptos o suficiente para corresponder à Sua santidade. Quando Deus escolheu salvar a você e a mim, Ele já conhecia toda a potencialidade maligna do nosso coração e suas futuras manifestações, de modo que, muitas vezes, nós nos surpreendemos com nossas atitudes pecaminosas, mas Ele não! Ele já sabia tudo o que dispunha contra nós, mas ainda assim escolheu nos salvar (Rm 5.8, 1Jo 1.7-10). A boa notícia é que existe perdão disponível, sempre (1Jo 1.9)! Quando cairmos, haverá um recomeço, sempre! Diante um coração arrependido que reconhece sua miséria e luta contra ela, existirá, sempre, um trono de graça pronto a nos receber (Hb 4.16).

Por vezes, o padrão santo de vida que Deus estabelece parece-nos inatingível, e de fato, humanamente, o é. Diante disso, é importante ressaltar duas coisas: primeiro, Deus nunca exigiu de nós que lutássemos sozinhas contra o pecado: não é na força humana, não é uma lista de pode e não pode, é a capacitação do Espírito Santo que transforma o nosso coração (Gl 5.22-25, 2 Co 10.4-5); e, segundo, Deus sabe que iremos falhar (Sl 103.8-14, Hb 4.12-16). No Antigo Testamento, a própria Lei previa o sacrifício de animais (que apontava para o sacrifício futuro de Cristo) para cobrir temporariamente a insuficiência humana quanto à cumprir a Lei; hoje, na Nova Aliança, através do sacrifício consumado de Cristo, salvador das nossas almas, também olhamos para a Palavra e descobrimo-nos insuficientes, falhos, trôpegos… E é na humilhação de nossa incapacidade que compreendemos o quanto precisamos do nosso Salvador todos os dias (Jo 15.5)! É ali que corremos para a Cruz! Lutamos contra o pecado sempre, na dependência do Espírito Santo. Mas quando cairmos, haverá perdão e graça a nos constrangerem. Graça sobre graça (Jo 1.16)! Onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20)!

Lembre-se da mulher pecadora, prostituta, julgada por todos, a quem Jesus dirigiu-se com compaixão, dizendo: “a quem pouco se perdoa, pouco se ama” (Lc 7.36-50). Lembrem-se de Davi (1 e 2 Sm), com quedas tão pesadas, com disciplinas tão doloridas, mas com um coração completamente quebrantado e arrependido em intimidade com o Pai, o que lhe permitiu ser chamado de “o homem segundo o coração de Deus” (At 13.22). Aleluia! Existe perdão, existe restauração, existem recomeços.

O desafio que se faz necessário em meio a toda nossa carreira neste mundo é assimilar (e considerar as implicações disso na prática) que existe graça. Nossa maior missão como Filhas de Deus é ministrar à outros que existe graça. Nossa maior lição a ser aprendida como discípulas de Cristo, é que existe graça! Não apenas no momento de nossa salvação, mas todos os dias! Um grande professor, que admitia sua constante luta contra o orgulho, sempre repetia: “Deus nunca se cansa dos nossos recomeços!” Amém! Viva e ministre graça, perdão e recomeço quantas vezes forem necessárias! Porque é graça que encontramos em Cristo! E é a graça que nos constrange a viver para Ele!

Levítico 3.5

“E os filhos de Arão queimarão tudo isso sobre o altar, em cima do holocausto, que estará sobre a lenha no fogo; é oferta queimada, de aroma agradável ao Senhor.” 3.5

O livro de Levítico responde a pergunta “Como podemos viver com o Santo Deus se somos pecadores?”: por meio da Expiação. A expiação não acontecia somente em um dia específico do ano, o altar funcionava diariamente para que os sacrifícios de cerca de 600 mil homens (fora mulheres e crianças) fossem apresentados a Deus. O trabalho era tão grande e importante, que Deus separou uma tribo inteira para cuidar do Tabernáculo, a tribo de Levi, que dá título ao livro. Além disso, o serviço no Tabernáculo era tão central na vida do povo que era a primeira tenda a ser montada quando os Israelitas se mudavam para um novo acampamento, e determinava a organização das tribos no acampamento (você pode procurar imagens no Google).

Os primeiros capítulos do livro descrevem as principais atividades do Tabernáculo: as ofertas. Elas não apenas eram o foco do trabalho dos levitas, mas essenciais para o relacionamento entre os israelitas e Deus. Diferente de hoje, em que vamos à igreja para o nosso aprendizado teológico e prático, o povo de Israel tinha as ofertas, e as festas, para lembrar os mais velhos e ensinar os mais novos o caráter e a pessoa de Deus.

Haviam cinco tipos de oferta que podiam ser trazidos pelos israelitas aos levitas: três voluntárias e duas obrigatórias (que veremos semana que vem). As ofertas voluntárias eram três: o Holocausto (Lv 1), a oferta de manjares (Lv 2) e a oferta pacífica (Lv 3), que alguns estudiosos criam ser praticadas por uma família em sequência. Se isto for verdade, temos uma imagem muito linda e completa do sistema de adoração no tabernáculo. 

Primeiro, a família apresentava um animal sem mancha (touro, carneiro, cabra, rolas ou pombos) para limpá-los da culpa do pecado e pagar a dívida deles por terem quebrado a Lei de Deus. O holocausto (“queimado por inteiro”) é assim chamado porque a oferta era completamente queimada no altar – todo o pecado havia sido perdoado. Então, a família entregava ao sacerdote uma porção das primícias da colheita – um pão assado, frito ou até mesmo os grãos, agradecendo a Deus por sua provisão. Ainda que parte da oferta fosse queimada, a maioria dela servia de provisão para os sacerdotes. Ao se alimentarem da oferta, os sacerdotes representam, para a família, a aceitação de Deus. Por último, a família trazia uma oferta de paz, ou de comunhão. O mais interessante sobre esta oferta é que ela era comida, praticamente toda, pela própria família e pelos sacerdotes na presença de Deus. Consegue imaginar? Um banquete de comunhão entre os sacerdotes e a família na presença de Deus. Não é esta a imagem mais linda que vemos desde o versículo 1 de Levítico 1, em que o homem estava impedido de entrar na presença de Deus? 

Eu e você não precisamos mais apresentar estas ofertas a Deus porque Jesus é razão e circunstância única e completa da nossa Redenção, o nosso holocausto; em Sua morte somos aceitos graciosamente por Deus, nossa oferta de manjares; e Seu sangue nos reconciliou não apenas com Deus, mas com as pessoas, uma verdadeira oferta de paz. 

Oração: Santo Espírito, cria em mim uma amor mais profundo e um entendimento mais claro da obra de Cristo em minha vida. Ajuda-me a ter um coração grato por Deus não ter apenas lidado com a penalidade do pecado, mas também com os efeitos dele na minha vida. Ajuda-me lembrar que ambos só podem ser completamente curados por meio de Jesus Cristo. Revela a mim que oferta preciso trazer a ti: onde há pecado, que haja arrependimento e purificação, onde há bênção, que haja agradecimento, onde há conflito, que haja paz, onde há desunidade, que haja união. Confio em Teu sacrifício e no Teu poder para mudar minha vida. Em nome do Cordeiro perfeito, Jesus, amém.

Convocadas à Excelência

Ana é casada, mãe de dois filhos e mulher de pastor. Durante a semana, nos dias úteis, enquanto seus filhos estão na escola, ela dá aula em outro idioma na cidade ao lado da sua para contribuir com a renda da família. É uma professora envolvida com seus alunos, conhece seus sonhos e suas dificuldades. As mães deles sempre a elogiam por sua dedicação e empenho em preparar as lições didaticamente. Quando retorna para sua cidade, Ana cuida de todos os detalhes da casa, prepara a comida, cuida dos filhos, passeia e faz devocional com eles, juntamente com o marido, ainda limpa e organiza a casa. Já nos finais de semana, trabalha ativamente na igreja, substitui os professores nas classes onde precisa, faz tradução do culto em outro idioma, faz discipulado, canta no louvor e ajuda a manter a limpeza da igreja também. E ao final de cada dia, ela separa um tempo, escrevendo em seu diário de oração e meditando nas Escrituras.

Pode parecer um exagero, mas Ana é uma mulher real, ela é uma esposa e mãe dedicada, uma professora atenta e uma serva fiel a Deus. A palavra que pode descrevê-la é excelência. Independente de qual tarefa lhe é designada e de onde passa, ela demonstra excelência. Excelência é uma qualidade muito superior. É aquele serviço, estudo ou trabalho realizado com qualidade além da pedida, quase perfeito.

DEUS EXCELENTE

O maior exemplo de excelência a ser imitado é o próprio Deus. Quando criou o jardim do Édem, a cada dia Ele admirava e validava seu trabalho, vendo que tudo havia ficado bom. Ele é a excelência (Dt 32.4)! E o fato de os seres humanos serem feitos à Sua imagem e semelhança (Gn 1.26) significa, que eles compartilham algumas características dEle, como por exemplo a excelência.

(…) o mais portentoso fato a respeito de qualquer homem não é o que poderá dizer ou fazer em um dado momento, mas sim a imagem que ele leva de Deus, no fundo de seu coração.”

CONVOCADAS A EXCELÊNCIA

Quantos versículos nas Escrituras não ensinam e apontam para uma vida de excelência? Veja alguns…

  • Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo (Cl 3.23,24);
  • Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja corretamente a palavra da verdade (2Tm 2.15);
  • Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus (Mt 5.17).

CAPACITADAS A EXCELÊNCIA

Contudo, Deus em Sua bondade, não apenas cobra de Seus filhos a excelência, mas os capacita a praticá-la. Em Êxodo 25-30, por exemplo, Deus dá a Moisés uma série de responsabilidades que ele e o povo deveriam cumprir. Contudo, em Êxodo 31.1-6, percebe-se que Ele habilitava os israelitas para cumprirem suas obrigações:

“Disse então o Senhor a Moisés: “Eu escolhi a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhes destreza, habilidade e plena capacidade artística para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze, para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal. Além disso, designei Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, para auxiliá-lo. Também capacitei a todos os artesãos para que executem tudo o que lhes ordenei.”

Veja também o que está escrito em Filipenses 4.19:

“O meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus.”

Neste mesmo livro, em Filipenses 1.9, pode-se perceber que o caminho para alcançar a excelência está no amor (a Deus e ao próximo) e no pleno conhecimento de dEle:

“E também faço esta oração: que o vosso amor aumente mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção, para aprovardes as coisas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o Dia de Cristo, cheios do fruto de justiça, o qual é mediante Jesus Cristo, para a glória e louvor de Deus.”

DANIEL, UM EXCELENTE SERVO (Dn 1)

Um dos grandes exemplos de excelência a ser admirado nas Escrituras é Daniel. Ainda adolescente, ele foi separado de seus familiares por conta da invasão dos Babilônios em Jerusalém. Segundo o critério do rei Nabucodonosor na Babilônia, ele era da nobreza, sem defeito físico, culto e dominava vários campos do conhecimento (Dn 1.3,4). Juntamente com seus amigos, Daniel foi viver no meio dos babilônicos, e eles se contextualizaram tanto com a cultura deles, que tiveram seus nomes trocados e conheciam profundamente a ciência desse povo pagão. Contudo, ainda se tratavam por meio dos nomes israelitas que faziam referência ao único Deus e não aos deuses pagãos.

Certa vez foram convidados a comer da comida real, mas, apesar de a razão por eles não aceitarem não estar justificada com clareza nas Escrituras, a consciência deles como filhos de Deus não lhes permitia tal desfrute. Em vez de se entregarem a este prazer, Daniel e seus amigos não comeram a comida do rei. Ao invés de serem influenciados por aquela cultura que tanto dominavam, eles empreenderam mudanças e mantiveram-se fiéis. E ao final de dez dias alimentando-se apenas de água e vegetais, pela graça de Deus, após a avaliação foram considerados pelo rei como jovens incomparáveis, dez vezes mais sábios que todos os encantadores do reino.

Nas Escrituras está escrito que Daniel permaneceu ali até o primeiro ano do reinado de outro rei, Ciro. Isso demonstra que sua conduta era aprovada segundo o padrão real, e em Daniel 6.3 percebe-se que ele foi um servo de destaque. Apesar de conhecerem a cultura pagã e de viverem no meio dela, eles se valeram da excelência na vida cristã para realizarem um protesto cultural e expressarem o Deus a quem serviam ali.

Dessa forma, mais uma vez, aprende-se que a excelência é um reflexo de Deus, mais uma maneira de testemunhar Seu nome. Por isso, independente do lugar onde  estiver, seja na academia praticando atividade física, seja no ambiente acadêmico, seja no lugar trabalho, o cristão que ama ao Senhor não dará abertura para a mediocridade, nem para a preguiça. Pelo contrário, se valerá da excelência, adorando ao seu Criador e abençoando aos que estão ao seu redor.

“Portanto, meus amados irmãos, mantenham-se firmes, e que nada os abale. Sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois vocês sabem que, no Senhor, o trabalho de vocês não será inútil.” 1Co 15.58

Levíticos 16-17

“Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o Senhor.” Levíticos 16.30

Na literatura ocidental, o clímax de um livro, o ponto mais alto da história, vem perto do final. Pense no último livro de ficção que você leu ou filme de aventura que assistiu. No entanto, na literatura hebraica, esse ápice está normalmente no meio. Como vimos semana passada, no meio de Levíticos está o Dia da Expiação. Se não bastasse isso, como Levíticos é o livro do meio da Torah, o Dia da Expiação está no meio da Torah, ou seja, ele é o ápice da Lei Judaica.

Mas o que é o Dia da Expiação? Acompanhe comigo.

Se você já leu o livro de Êxodo, viu nos capítulos de 25-31 ou 35-40 como o Tabernáculo deveria ser construído, de acordo com as especificações divinas. Ele era dividido em três partes (veja desenho abaixo): a parte externa era o átrio (pátio), onde ficavam o altar do holocausto (onde os animais eram sacrificados) e o lavatório (bacia) de bronze, e era o único local onde o povo podia entrar; a parte interna tinha uma divisão – o Santo Lugar e o Santo dos Santos. Enquanto o Santo Lugar era frequentado pelos sacerdotes, sua presença era proibida no Santo dos Santos, salvo uma exceção: o Sumo Sacerdote deveria entrar lá no Dia da Expiação. Por quê? Porque lá Deus estaria presente.

 

Para visualizar a imagem com mais nitidez, clique neste link: TABERNÁCULO 

Deus diz em Levíticos 16.2 que pousaria sobre o propiciatório (ou, em alguns lugares, “o assento da misericórdia”), que ficava em cima da Arca da Aliança no Santo dos Santos. Ali era onde Deus se sentaria e de onde dispensaria misericórdia (favor imerecido) ao homem quando o sangue da expiação fosse aspergido.
Mas o que significa “expiação”? Expiar significa “cobrir, tirar a impureza, sofrer a consequência de, cumprir a pena, purificar”(1). A promessa de Deus feita no nosso versículo chave é “Porque, naquele dia, se fará expiação por vós, para purificar-vos; e sereis purificados de todos os vossos pecados, perante o Senhor.” (v.30)

Neste dia, o Sumo Sacerdote deveria entrar no santuário vestido com as suas roupas sagradas de serviço, após tomar um banho, e então, sacrificar um novilho pelo seu próprio pecado, preparando-se para entrar puro na presença de Deus no Santo dos Santos. Depois disso, com seu pecado expiado, ele tomaria dois bodes, trazidos pelo povo, e lançaria sorte sobre eles: um seria sacrificado ao Senhor e o outro seria o “bode emissário” (ou “bode expiatório”), solto no deserto.

Eram duas as ações do sacerdote naquele dia: a primeira era o aspergir do sangue do novilho, e depois do bode, sacrificado sobre o propiciatório e sobre o altar (“derramamento de sangue”); a segunda era a imposição de mãos sobre a cabeça do bode vivo, somado à confissão dos pecados de Israel, antes de soltá-lo no deserto. Somente através da oferta de sangue que a condenação da Lei pode ser tirada e as violações das leis de Deus cobertas. O pecado havia sido coberto pelo sangue do sacrifício e removido do povo.

Hebreus 9.22 diz que “sem derramamento de sangue, não há remissão (de pecados).” Ao final deste dia, todos os pecados do povo de Israel teriam sido perdoados. No entanto, como pecadores, não demoraria muito até que outro sacrifício fosse necessário e, por isso, a ordem de comemorá-lo uma vez ao ano.

O que isso tem a ver conosco? Essa é uma resposta muito profunda. Sugiro que você pense um pouco em algumas indicações que dei neste texto. Semana que vem falaremos um pouco mais sobre o significado do sacrifício e na última devocional do mês pensaremos mais profundamente sobre a presença de Deus entre o povo. Mas quero encerrar esta devocional com este texto de Hebreus 9.27-28:

”E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação.”

A morte de Jesus foi o dia da nossa expiação, mas não um dia a se repetir todo ano, como era para os judeus. A morte de Jesus foi um sacrifício muito superior, porque é único, permanente. Jesus não precisa entrar no santuário de novo.

Assim como o Dia da Expiação era o centro da lei judaica, a cruz é o centro do plano de Deus de estar conosco para sempre. Assim, o nosso dia da expiação é o centro não apenas da nossa história, mas o centro da nossa vida, na lembrança dAquele que entregou Sua vida pela nossa.

Oração: Senhor, é misericórdia Tua me escolher quando ainda pecadora. É imerecido que eu receba a vida do Teu Filho em meu lugar. Obrigada por me escolher para ser Tua filha. Ajuda-me a viver à luz da Cruz, tendo Jesus e seu sacrifício como o centro, o foco e a razão do meu viver. Amém.

(1) Significado de Expiar – https://dicionario.priberam.org/expiação

Mulheres, parem de beber leite!

Imagine a cena: você está em um chá de panela. A todo momento a noiva diz o quanto ama o seu noivo, o quanto não aguenta mais esperar o dia do seu casamento, e que quer logo passar o resto da sua vida junto com ele. Mas, então, chega na hora das brincadeiras, e uma das brincadeiras organizadas pelas madrinhas são perguntas e respostas sobre o noivo, para testar o quanto a noiva o conhece. Durante a brincadeira, a vergonha que a noiva passa é enorme porque ela, na verdade, não sabe nada sobre o noivo além do básico que todas as outras amigas ali já sabiam. Eles iam se casar, mas pareciam dois estranhos. A Bíblia diz em 1 Pedro 2.2-3:

“Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para salvação, agora que provaram que o Senhor é bom”.

Você agora deve estar imaginando o que tem a ver vida cristã com leite e casamento, mas antes de voltarmos a esse assunto, queria fazer você refletir sobre uma pergunta que um dia um professor me fez: “Porque você submete tudo o que você acredita à Palavra de Deus?” Talvez você me responda: “Porque é a verdade”, “porque é a revelação de Deus para gente”, “porque é por meio da Bíblia que Deus fala com a gente”. E eu vou te responder que todas essas respostas estão corretas, mas então eu te faço uma nova pergunta: se a Bíblia é a forma que nós temos de conhecer aquele a quem servimos, porque aceitamos saber tão pouco sobre ela?

Nós dizemos ansiar tanto pelo dia que Jesus voltará e iremos morar com Ele, mas já pensou que talvez você possa vir a ser aquela noiva que nós vimos no começo do texto? Que ama o seu noivo, mas não sabe nada sobre Ele? Nós precisamos urgentemente quebrar a ideia em nossas mentes de que o estudo da Bíblia, que a teologia, é algo apenas para os pastores, que nós meninas não precisamos saber disso, ou que teologia é “papo de homem”. Todos nós, cristãos ou não, fazemos teologia a respeito de tudo, porque a teologia permeia todas as áreas da nossa vida, a diferença é que talvez a opinião que estamos criando não seja correta por falta de mais informação. C. S. Lewis tem uma frase incrível sobre isso:

“Não devemos ter como lema: “Seja boa, doce menina, e deixe a inteligência para quem a possui‟, mas sim, “Seja boa, doce menina, e não se esqueça de ser o mais inteligente que puder”. Deus não detesta menos os intelectualmente preguiçosos do que qualquer outro tipo de preguiçoso. Se você está pensando em se tornar cristão, eu lhe aviso que estará embarcando em algo que vai ocupar toda a sua pessoa, inclusive o cérebro”.

Talvez você pense, “mas para que eu vou me preocupar em saber teologia? Eu não vou usar isso na minha vida.” Minha amiga, deixa eu te contar uma coisa: TODA QUESTÃO NA VIDA É UMA QUESTÃO TEOLÓGICA! 1Coríntios 10.31 nos diz: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus”. Paulo nos diz que tudo que nós fazemos deve ser feito para glorificar a Deus, então isso também quer dizer que em tudo o que nós fazemos existe uma implicação que afeta nosso relacionamento com Deus, e nós só temos um relacionamento com quem nós conhecemos. O seu conhecimento sobre Deus interfere em como você estuda, como você trabalha, como você dirige, como você trata sua família, sua igreja, seu ministério, seus amigos, seu chefe, seu namorado, seu marido, seus filhos, suas expectativas para futuro, seus sonhos, seus planos. A teologia influencia todas as áreas da sua vida, quer você saiba ou não. A diferença é que a medida que você conhece mais, o seu relacionamento com Deus também muda, Ele deixa de ser um Deus distante e quase intocável, ou uma figura errada de Deus baseada em sentimentos e achismos, para ser conhecido como o Senhor Criador do Universo, que também é nosso Pai e Amigo.

É muito comum nós escutarmos que a teologia esfria, e isso pode ser verdade sim, mas tudo depende de como você encara a teologia. Uma boa teologia nada mais é, do que o estudo sobre Deus e Sua Palavra, a mesma que deve te colocar aos pés da cruz, essa teologia nunca vai te esfriar, mas sim te aproximar mais do Deus da teologia.

“Quem se alimenta de leite ainda é criança, e não tem experiência no ensino da justiça. Mas o alimento sólido é para os adultos, os quais, pelo exercício constante, tornaram-se aptos para discernir tanto o bem quanto o mal”. (Hebreus 5.13,14).

Uma criança não nasce comendo um bife por exemplo, ela começa com o leite da mãe e vai crescendo até conseguir comer uma carne. A nossa vida espiritual é a mesma coisa, e é isso que o autor de Hebreus fala nesse texto, quando nós conhecemos a Cristo como nosso Salvador, nós somos como crianças bebendo leite, mas devemos, pelo exercício constante, crescer para comer alimentos sólidos. Neste capítulo, o autor de Hebreus está justamente exortando seus leitores a buscarem mais o conhecimento de Deus, porque eles já deveriam ser mestres, mas ainda estão aprendendo como se fossem novos na fé.

E eu venho aqui fazer a mesma exortação a você, minha irmã: se você já conhece a Jesus como seu Senhor e Salvador, este é o momento de você começar a crescer em maturidade e conhecimento da Palavra, para que conhecendo melhor àquele a quem você diz amar, possa glorificá-lo em tudo o que fizer.

Entenda também que eu não estou dizendo que todas as mulheres devam entrar em uma escola teológica ou em um seminário, realmente talvez isso ainda não seja uma possibilidade na sua vida hoje, e não existe problema em você não saber grego e hebraico ou fazer a exegese de um capítulo inteiro. O que a Bíblia ordena é que você cresça no conhecimento do próprio Deus, e isso você consegue na sua igreja, em aulas, pregações, cursos que ela oferece, cursos a distância, livros de teologia sistemática ou de vida cristã,  na sua vida de oração e leitura da Bíblia diária.

Não desperdice a sua feminilidade, por medo (ou preguiça) de pensar. Deus te fez mulher pensante, inteligente, à imagem e semelhança dEle. Você é a noiva de Cristo. Conheça o seu Noivo.

Levitico 19.1-2

 

“Disse ainda o Senhor a Moisés: “Diga o seguinte a toda comunidade de Israel: Sejam santos porque eu, o Senhor, o Deus de vocês, sou santo.”

O que significa que Deus é santo?

Santo significa “separado, único”. Deus é único em que Ele apenas é o criador, o autor de tudo. Todo o resto, incluindo nós, seres humanos, somos criaturas. Ele é separado de nós no sentido de que Ele não pode ser comparado conosco – Ele sempre será diferente, facilmente distinguível. Se Deus é Santo, o lugar onde Deus se encontra também é santo. Se somos injustos, imperfeitos, impuros, não podemos chegar perto dele, perto do Santo Lugar. Assim, por mais que a construção do Tabernáculo torne visível a presença de Deus para com o povo, o povo ainda não pode se achegar a Deus. 

O livro de Levíticos, então, irá nos apresentar três maneiras pelas quais Deus permite ao povo viver em Sua presença: por meio dos ritos, dos sacerdotes e da purificação. A tabela a seguir nos ajuda a ver como o livro se organiza e qual o ponto principal dessa estrutura.

Para visualizar a tabela com mais nitidez, clique neste link: LEVÍTICO 

Como você pode ver, o ponto principal do calendário israelita é o dia da expiação, que nós vamos estudar semana que vem. Mas veja como todo o livro é sobre santidade: a santidade de Deus e de Seu povo.

Assim como Deus é separado de nós por Sua santidade, nós devemos vivemos uma vida separada do pecado E separada para viver exclusivamente para o Senhor, para o Seu propósito e para Sua glória.

Essa santidade era, para os Israelitas, caracterizada pela perfeição física dos animais do sacrifício (1:3, 10; 3:1, 6; 4:3, 23, 28, 32; 5:15, 18; 6:6), pelo comportamento exclusivo e exemplar dos sacerdotes (cap. 8-10, 21-22) ou pela presença de qualquer coisa que caracteriza a pessoa como “impura” (cap 11-15, 18-20). A pessoa impura, ainda que não estivesse em pecado por sua impureza, não podia apresentar-se diante de Deus até que tivesse livre (menstruação, fluidos reprodutivos, doença de pele…etc), e ainda assim, precisaria retornar diante dos sacerdotes e oferecer o sacrifício requerido de acordo com a Lei.

É por isso que precisamos de Jesus Cristo. Jesus Cristo cumpriu todos os requerimentos da lei apresentada em Levíticos: Ele é o sacrifício perfeito e sem mácula, que nos permite agradecer e pedir perdão a Deus. Ele é o Sacerdote perfeito, que viveu uma vida perfeita e nunca pecou, que nunca falha e está sempre pronto a interceder por nós diante do Pai. Ele nos representa perante o Pai, mas também é Deus e vive nós. Ele nos limpa de todo o pecado, mas também de toda impureza que nos mantenha longe de Deus. Ele foi tanto o nosso bode expiatório que tomou sobre si os nossos pecados e levou-os para longe de Deus como aquele sacrificado para nos tornar puros até mesmo dos pecados que não reconhecemos. Ele nos deu o exemplo e nos capacita a viver uma vida diferente, separada deste mundo, uma vida dedicada à glorificar a Deus e honrar Seu caráter puro. Ele é a razão e a fonte de todas as bênçãos, provisão e proteção que recebemos. Ele nos lembra, todos os dias, que dependemos Dele, de Sua pureza, de Sua santidade, para nos apresentar puros diante de Deus todos os dias. 

 

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos, ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.” Judas 1.24-25

Oração: Como sou grata, Senhor, por Teu filho Jesus Cristo e pelo sacrifício perfeito Dele na cruz. Não sou digna de ser chamada Sua filha por meus próprios merecimentos, mas Jesus me torna santa e posso viver contigo. Ajuda-me a Te honrar a cada dia e viver como uma mulher separada deste mundo e separada para Te adorar. Só no nome de Jesus, Amém.

 

Tabela traduzida de Overview: Leviticus, do The Bible Project video. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=IJ-FekWUZzE.

Projetada por Deus

“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” Salmo 139.14-16

Se queremos falar sobre a nossa identidade, precisamos voltar ao começo mesmo. E o momento mais cedo de nossas vidas se deu ainda na barriga de nossas mães… O salmista reconhece que Deus já o conhecia quando o fez “corpo ainda informe”. Se pensarmos que o coração de um bebê já bate na terceira semana de vida, Deus o conhecia antes mesmo que este coraçãozinho tomasse forma. A ideia aqui é, na verdade, que Deus a conhece porque Ele a gerou, a criou.

Não é incrível pensar que Deus fez você especial e de modo assombrosamente maravilhoso? Você não foi um acidente, ou uma série de progressões evolutivas do acaso, mas que você foi planejada com tanto carinho e esmero que o único adjetivo possível que o salmista achou foi “assombrosamente maravilhoso”.

Lembro-me de ter lido um artigo sobre um senhor japonês que plantara um jardim das flores preferidas de sua esposa para que ela pudesse sentir seu olor todos os dias. A história é ainda mais especial porque ela era cega. Imagine o tempo, suor e dinheiro dedicados neste projeto. Isto é tão maravilhoso que até mesmo impressiona. Para fazer este jardim ele precisou conhecer como era o solo, a semente, como a planta se desenvolvia, tempo de florada, quanto de rega e sol ela precisava, tudo isso e muito mais. Quanto mais o Pai Celeste, que é o Criador, faz por nós!

Gênesis 3.7-9 diz que, tendo terminado de criar a Terra,

formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente. E plantou o SENHOR Deus um jardim no Éden, na direção do Oriente, e pôs nele o homem que havia formado. Do solo fez o SENHOR Deus brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Agora deixe-me lhe dizer, eu havia escolhido “Criada por Deus” como título para esse artigo. Mas quando terminei de escrevê-lo, decidi que a melhor escolha seria “Projetada por Deus”, porque gosto da ideia de processo e propósito contida na palavra “projeto”. Há um processo na projeção do ser humano que é claramente observável. E amo a poesia destes versos ao dizer que Deus “plantou” o homem no jardim, como se fosse uma das flores. O autor de Gênesis continua, nos versos 15-17:

Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

O homem foi criado por Deus para cultivar e guardar o jardim, que havia sido também criado, com “toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento”. Assim como o primeiro ser humano, você é um projeto de Deus, com datas e planos de execução específicos, com propósitos bem determinados. Sim, mesmo nos desafios deste projeto, os cálculos de Deus são precisos e apenas Ele sabe como este projeto pode dar certo, em beleza, eficácia e produção. Admire comigo o relato da criação da mulher:

Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea. Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todos os animais do campo e todas as aves dos céus, trouxe-os ao homem, para ver como este lhes chamaria; e o nome que o homem desse a todos os seres viventes, esse seria o nome deles. Deu nome o homem a todos os animais domésticos, às aves dos céus e a todos os animais selváticos; para o homem, todavia, não se achava uma auxiliadora que lhe fosse idônea. Então, o SENHOR Deus fez cair pesado sono sobre o homem, e este adormeceu; tomou uma das suas costelas e fechou o lugar com carne. E a costela que o SENHOR Deus tomara ao homem, transformou-a numa mulher e lha trouxe. E disse o homem: Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne; chamar-se-á varoa, porquanto do varão foi tomada. (Gênesis 2.18-23)

Algumas moças vão dizer que este relato é machista pois subordina a mulher ao homem, tornando-a inferior a ele. Tenho vontade de chamá-las de “tolinhas”, pois me parece que elas não sabem fazer uma simples interpretação de texto. Deus havia criado casais de todas as espécies, mas o homem estava só.

O Dr. Joel Beeke afirma que este trecho de Gênesis nos ensina três coisas sobre a mulher:

  1. A mulher foi criada como uma auxiliadora idônea para o homem;
  2. A mulher feita por Deus como Seu trabalho manual;
  3. A mulher feita para ser uma com o homem.

Quero me ater ao primeiro e segundo ponto apenas. Você pode ler mais sobre o restante aqui. Beeke diz:

Depois que pôs nomes em todos os animais, Adão verificou que nenhum havia sido criado à imagem de Deus. Todos tinham um corpo e mesmo, em certo sentido, uma personalidade. Nenhum, porém, tinha uma alma. Adão não poderia ter qualquer comunhão com qualquer um deles a nível espiritual. Não importa quão bom fosse o relacionamento de Adão com um animal, algo ficava faltando.(…) Sem dúvida Adão imaginava que se fosse para ter uma companhia, a companheira deveria ser especialmente criada por Deus à Sua imagem, exatamente como ele próprio, Adão, havia sido. Assim, Adão estava preparado para uma mulher e a mulher devia agora ser preparada para ele. Ela deveria ser criada como sua réplica perfeita no mundo. Homem e mulher foram feitos de modo diferente e, contudo, pelo ato criativo de Deus, eles deveriam ser mais semelhantes do que qualquer outra coisa na criação. Eva foi criada como uma mulher perfeita.”

Ou seja, Deus não a criou em posição inferior, mas em posição de igualdade. Se Adão fora feito à imagem e semelhança de Deus, assim Eva o seria. Se a ele fora dado o domínio sobre toda a terra e tudo o que nela existe, assim também seria dado a ela. O primeiro relato da criação em Gênesis diz assim:

“Disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra.” (Gênesis 1.26-28)

O fato de a mulher ser criada após o homem tem a ver com ordem e não com posição. Ao homem foi dada autoridade sobre toda a terra, e a mulher lhe seria uma “auxiliadora idônea”, subordinada a ele em autoridade, mas em igual posição e valor. No hebraico, “auxiliadora idônea” é uma palavra apenas, ezer. Como Beeke ensina:

“Ser uma ajudadora idônea não é uma posição degradante. A forma verbal desta palavra significa basicamente auxiliar ou suprir aquilo de que um indivíduo não pode prover-se por si só. A Septuaginta a traduz com uma palavra que o Novo Testamento usa com o sentido de “médico” (Mateus 15:25). Ela transmite a idéia de socorrer alguém aflito. Certamente uma esposa piedosa se deleita em satisfazer as necessidades do seu esposo. Idônea vem da palavra que em hebraico significa “oposto”. Literalmente é “de acordo com o oposto dele”, significando que uma mulher complementará e corresponderá ao seu marido.”

Ele continua:

“Deus causou um profundo sono em Adão como um passo inicial na criação da mulher… Deus extraiu uma das costelas do homem e preencheu o lugar vazio com carne, fechando a ferida. Da costela, Deus então “fez” — literalmente, em hebraico, “edificou” ou “construiu” uma mulher. Deus miraculosamente, meticulosamente, belamente, laboriosamente, formou uma mulher com Suas próprias mãos, fazendo-a cada pedacinho, tão especial quanto o homem que Ele havia criado antes. Existe algo particularmente belo, até mesmo poético, sobre esta criação. A mulher é feita para o homem e, por isso, poder-se-ia pensar nela como uma serva do homem. Gênesis porém, não diz isto. Ao contrário, como coloca Matthew Henry: “A mulher foi feita da costela do lado de Adão; não da sua cabeça, para não governá-lo; nem de seus pés, para não ser pisada por ele; mas do seu lado, para ser igual a ele, debaixo de seu braço, para ser protegida, e perto do seu coração, para ser amada”.

Ambos, homem e mulher, foram criados a semelhança de Deus, com capacidades de raciocínio, vontade e emoção; ambos receberam dEle autoridade para cuidar e cultivar a terra que havia sido criada para eles; e ambos receberam acesso irrestrito a Ele no jardim. Ambos também receberam instruções sobre como viver e se relacionar.

No entanto, como aqueles que já leram o terceiro capítulo de Gênesis sabem,  Adão e Eva decidiram desobedecer a Deus e pecaram. Isto os afastou do jardim tão carinhosamente preparado para eles e do Deus que os havia criado de modo tão meticuloso. Assim, nós, seus descendentes, habitamos um mundo caído, e tanto nossas características físicas quanto personalidade são afetadas pelo pecado. Portanto, sempre haverá uma diferença entre o que somos e o que poderíamos ser, entre o que queremos ser e o que seremos. Falaremos mais sobre isso no próximo artigo, mas por hoje, confie nesse Deus que te fez de modo assombrosamente maravilhoso e que conhece cada um dos teus dias, assim como aquele marido conheceu e planejou cada detalhe daquele jardim para esposa.

As três maiores perguntas de todo ser humano são de onde vim, para onde vou e por que existo. Saber que Deus fez você responde a primeira pergunta e dá direcionamentos para as outras duas, que iremos atender no decorrer desta série. 

Por hora, lembre-se: Quando você estiver descontente com alguma característica sua, seja de personalidade ou física, lembre-se que Ele te fez de forma maravilhosa. Quando te ofenderem porque estas características são consideradas, pelo mundo, desprezíveis, feias ou fora de moda, lembre-se que Ele te fez de forma assombrosa. Quando você sentir sua feminilidade atacada por pensamentos alheios à Escritura, lembre-se que foi Ele quem a projetou para ser assim. Quando você tiver medo ou ficar ansiosa quanto ao futuro, lembre-se que Ele contou os dias da sua vida e conhece cada um deles. É isso, é suficiente. Ele fez você miraculosa, meticulosa, bela e laboriosamente. Diga com o salmista:

“Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, E A MINHA ALMA O SABE MUITO BEM.” Salmo 139.14

 

CARNAVAL: ONDE ESTÁ O SEU TESOURO, AÍ ESTÁ O SEU CORAÇÃO!

Este artigo abre “alas” para a série sobre sexualidade que colocaremos no Conselhos para Meninas. Essa série está imperdível. Acompanhe-nos até o fim para formar uma opinião baseada nas Escrituras a respeito da verdadeira sexualidade.

***

Finalmente chegamos no período que marca o início das atividades no Brasil. O Carnaval é a data que os brasileiros tanto aguardam. Se preparam durante pelo menos uns 250 dias produzindo figurino, músicas, danças etc… E o tema deste ano promete, uma das escolas de samba vai falar sobre a origem da vida sob diversas perspectivas. E por falar em origem, antes de continuarmos este pensamento, vamos analisar a origem do Carnaval?

A origem da palavra carnaval vem do latim carnis levale, que tem por significado “retirar a carne”. E durante a história da humanidade, isto tem acontecido, escravos fingindo ser patrões, prisioneiros desfrutando de regalias antes da morte, reis se tornando súditos por alguns dias. O carnaval sempre existiu para que as pessoas pudessem realizar seus desejos, trocar seus papéis. Porque será que em nossos dias homens se vestem de mulheres? Mulheres de homens? A igreja Católica estava preocupada com tamanha perdição, porque se o Carnaval é a festa de troca de papéis, Deus e o Diabo trocam de lugar por alguns dias, e isso era inaceitável para os católicos.

“A Igreja Católica buscou então enquadrar tais comemorações. A partir do século VIII, com a criação da quaresma, tais festas [pagãs] passaram a ser realizadas nos dias anteriores ao período religioso. A Igreja pretendia, dessa forma, manter uma data para as pessoas cometerem seus excessos, antes do período da severidade religiosa.” (Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/carnaval/historia-do-carnaval.htm) Ou seja, abriu-se uma oportunidade no calendário para tirar uns dias de “licença para pecar”.

Porque o Carnaval revela o nosso coração? Se você mora no Brasil e assiste televisão, você é uma pessoa sexualmente estimulada. Se você senta em rodas de conversa, você ouve gracejos imorais ou menção a imoralidade em todos os níveis. Não acredita? Propagandas de shampoo, loção hidratante mostram o que? Novelas? Ok! Você não assiste TV aberta, tudo bem. Você é cidadão do mundo. Você assiste algum seriado? Filmes? Eles estão livres ou isentos de pornografia? “Mas é claro que sim!!! A serie que eu vejo só mostra beijos e não mostra a cena em si”. Tenho certeza que essas cenas, mesmo que só tenham beijos, deixam no ar uma situação para você pensar o que pode acontecer, não é mesmo? Tais cenas estão te incentivando a construir padrões carnavalescos. O que seria isso? Me acompanhe!

Comecei a assistir uma série MUITO legal: The Good Wife. E finalmente pensei, uma serie ilesa de pornografia. Contudo quanto mais eu assistia, mais estava torcendo para que Alicia corresse atrás de seus sonhos e deixasse o marido que a traiu de lado. Espera ai… Como eu cristã posso torcer por isso? E tem mais, conforme a série se desenrola ela cai em sexualidade, nada tão absurdo ou explícito, mas ela vem conduzindo as coisas como sapo em panela de água fria que vai aquecendo gradativamente. Nosso padrão carnavalesco não é gritante e berrante! Ele começa frio e ponderado e vai aquecendo aos poucos. Avalie TUDO o que você assiste. Será que não te incentiva a trocar os papéis? Será que não te desafia a tomar as rédeas da sua vida por alguns instantes? Que mal fará? Eu tiro uma licença para pecar e depois entro em quarentena, me arrependo. E alimento durante o ano inteiro esse desejo para poder suprir no próximo Carnaval, a próxima licença “premium” que eu vou tirar. Afinal a vida cristã é tão dura que eu preciso ter uma válvula de escape.

A Bíblia nos alerta sobre o padrão de Deus, a vontade d’Ele é que sejamos santificados. Que não pequemos contra nosso corpo (1 Ts 3.4) e nem desejemos licença para pecar, mas desejemos cada dia mais d’Ele. O que o Carnaval tem a ver comigo e com você? Ele revela nosso desejo constante de querer assumir o controle de nossa vida, de trocar os papéis com Aquele que deu origem à nossa vida.

O mundo diz que não importa quem você é, o importante é ser feliz e seguir sua felicidade a todo custo. Mesmo que você precise transformar a sua vida, quem sabe decidir qual a sexualidade que quer ter. Quem sabe decidir assumir um relacionamento sexual com seu namorado(a), quem sabe brincar de deus e manipular as coisas a seu favor. Não quero nos desanimar, pelo contrário, depois de pensarmos juntas sobre nosso padrão carnavalesco de viver, quero te encorajar a ler comigo alguns textos e pensar se meu coração esta centrado neste tesouro.

Efésios 5 nos alerta sobre qual o padrão que Deus espera que adotemos:

“Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças. Porque vocês podem estar certos disto: nenhum imoral nem impuro nem ganancioso, que é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém os engane com palavras tolas, pois é por causa dessas coisas que a ira de Deus vem sobre os que vivem na desobediência. Portanto, não participem com eles dessas coisas. Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz. Porque aquilo que eles fazem em oculto, até mencionar é vergonhoso. Mas, tudo o que é exposto pela luz torna-se visível, pois a luz torna visíveis todas as coisas. Por isso é que foi dito: “Desperta, ó tu que dormes, levanta-te dentre os mortos e Cristo resplandecerá sobre ti”. Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.” Efésios 5:3-17

Parece um pouco radical não é? Contudo nosso Deus nos ama e quer o melhor para nós por isso nos alerta sobre o propósito para o qual Ele nos criou. Ele nos criou para andarmos com Ele, para o conhecermos a cada dia mais e mais. E ele termina nos dando uma esperança, nos alerta para aproveitarmos cada oportunidade e buscarmos compreender a vontade do Senhor! Para que Deus nos criou? O Carnaval de 2016 questiona a Origem da Vida e eu e você sabemos que Deus nos criou para o louvor da Sua glória e Seu objetivo era que pudéssemos ser capazes de espelhar e espalhar a Sua imagem pelo mundo. Temos feito isso com nosso modo de viver? Temos guardado verdades preciosas como essas em nossos corações? A Bíblia nos diz: “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”  Salmos 119:11

Gaste um tempo e dê mais uma lida no texto. Onde está o seu tesouro? Em trocar de lugar com Deus, brincar de ser Deus e satisfazer seus desejos por alguns minutos? Seu tesouro é uma licença para pecar? Será que o seu e o meu coração não estão inundados numa cultura carnavalesca? Que Deus nos conceda amor, graça e coragem para nos levantar e lutar contra nossos desejos, a nos encher mais d’Ele e menos do mundo. E que o medo que sintamos nesta vida seja o de NÃO TEMER A DEUS!

Deixo algumas músicas para nos ajudar a refletir sobre o nosso tesouro, em tempos de luta. Aumente o som e cante essa canção =)

Por Carol Umbelino, colaboradora do Conselhos para Meninas.

Levíticos 1.1

O Senhor chamou Moisés e, da tenda do encontro, lhe disse…”

Creio que a maioria de nós já se sentiu confusa ou relutante ao estudar o livro de Levíticos. Não é um livro simples ou fácil de entender, e as aplicações à nossa vida são bem mais trabalhosas de se encontrar – não é simples como um “Orai sem cessar!” de Filipenses. Por isso, para entender Levíticos e a mensagem que ele tem para nós, precisamos descobrir o lugar deste livro na história da Redenção. 

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança em um Jardim perfeito onde ele conversava livremente consigo (Gn 1). O homem e Deus estavam em contato diário e sem intermediações. Quando o homem pecou (Gn 3), o relacionamento de Deus e do homem ficou comprometido e a intimidade deles cessou. O homem não podia mais entrar em contato com Deus sozinho. O livro de Gênesis, então, passa a contar a história de como Deus, em sua bondade, escolheu um homem fiel, Abraão, para ser seu amigo e gerar uma nação que representasse Deus para os outros povos ao seu redor. Isso acontecerá pelo restauro da presença de Deus no meio do povo e, ao mesmo tempo, do relacionamento do povo para com ele.

O primeira parte do livro de Êxodo nos conta como Deus tira o povo do Egito e o separa para si, guiando-o continuamente pelo deserto, onde ensina ao povo que eles deverão viver para ser testemunha aos povos e como isso acontecerá. Moisés é o líder escolhido por Deus para compartilhar com o povo as leis e diretrizes que eles deverão seguir, e irá fazê-lo até chegar à Terra Prometida (Deuteronômio 34), ou quase lá. Deus faz uma aliança com os israelitas no Monte Sinai, mas ela é quebrada logo em seguida por eles.

O segunda parte de Êxodo explica, então, como Deus voltará a viver com o Seu povo – por meio do Tabernáculo. Ao final do capítulo, como lemos no nosso versículo, descobrimos que o problema ainda não foi completamente resolvido. Apesar de Deus ter restaurado sua presença no meio do povo (literalmente, o Tabernáculo era o centro do assentamento israelita), o povo não pode se achegar a Ele. Nem mesmo Moisés. Veja Êxodo 40.33b-35:

Assim, Moisés terminou a obra. Então a nuvem cobriu a Tenda do Encontro, e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. Moisés não podia entrar na Tenda do Encontro, porque a nuvem estava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo.”

Consegue se imaginar no lugar de Moisés? Você conversa com Deus na montanha com frequência, Ele até te dá uma palhinha da glória Dele (Êx 33.12-23). Mas, de repente, você, o líder do povo, aquele que parece “especial” entre todos eles, não pode entrar no tabernáculo que você orientou o povo a construir. Simplesmente não pode. 

Esse trecho de Êxodo nos mostra claramente o porquê de Levíticos. Deus é Santo. Ponto final. Você não pode se achegar à presença Dele porque você não é. Deus estava NA tenda, Moisés e o povo do lado de fora. De repente, ali na frente de todo mundo, Deus mostra ao povo de Israel que ninguém é digno de entrar na presença Dele. Como pessoas pecadoras podem viver perto de um Deus santo?

O livro de Levíticos traz a resposta. Deus graciosamente proverá um caminho pelo qual o ser humano poderá entrar em Sua Santa presença. Mas antes, hoje te convido a refletir sobre o seu pecado e a santidade de Deus. Adore a Deus por sua perfeição e pureza, dobre-se diante Dele reconhecendo sua imperfeição e sua fraqueza. Dê somente à Ele adoração. 

Oração: Deus, tu és tão santo! As vezes me considero boa ou correta, e esqueço que, perto de Ti, todas as minhas fraqueza e imperfeições são reveladas. Tu és tão maravilhoso, tão puro! É pura graça que eu possa me achegar a Ti e falar contigo. É puro amor que eu possa entrar em Tua presença. É pura bondade que não Te mantenhas longe de mim. Eu te adoro, Senhor, pois Tu és santo e digno de louvor. Amém. 

Êxodo 20.1-21

Após a libertação de Seu povo dos egípcios, Deus queria ensiná-los sobre quem Ele é e Sua vontade em suas vidas. E o próprio Deus lhes deu, por meio de Moisés, duas tábuas de pedra com os 10 mandamentos. Eles ensinam de maneira prática sobre o caráter de Deus e demonstram o padrão de santidade que Ele aceita. O povo de Israel precisava honrá-lO por meio da obediência a essas ordenanças e continuar vivendo a jornada de fé e submissão.

Os versículos 3-11 falam sobre o relacionamento que povo deveria para com Ele. Sobre quem é o único Deus digno de ser glorificado, adorado e reverenciado.

Já, os versículos 12-21 tratam do relacionamento com o próximo e demonstram quais atitudes são santas, quais delas refletem o relacionamento com Yahweh.

Contudo, quando Cristo morreu por todos os pecadores, uma nova aliança foi feita, de forma que os sacrifícios e as regras religiosas ortodoxas não são mais necessários para manter a santidade com Ele. Isso porque a morte de Jesus na cruz e Sua vida cumpriram toda a Lei e serviu como sacrifício perfeito, único e suficiente (HB10.12-13; Mt 5.17). Claro que algumas das ordenanças ainda apontam para um caminho que agrada a Deus e são dignas de cumprimento, como por exemplo, adorar somente a Deus (Ex 20.4), mas não são mais prerrogativas para a santidade e intimidade com o Senhor. No Novo Testamento, inclusive, todos os 10 mandamentos, graças a Jesus, foram resumidos em dois no livro de Mateus 22.34-40: 

Ao ouvirem dizer que Jesus havia deixado os saduceus sem resposta, os fariseus se reuniram.
Um deles, perito na lei, o pôs à prova com esta pergunta: “Mestre, qual é o maior mandamento da Lei? “Respondeu Jesus: ” ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.

 

 Você já agradeceu a Deus pelo sacrifício único e suficiente de Jesus na cruz essa semana? Isso te inspira a viver uma vida de santidade e gratidão? Que tal começar a orar especificamente por um único pecado que você quer vencer e demonstrar santidade esta semana?

Oração: Deus gracioso e justo! Ao olhar os teus mandamentos, consigo ver a minha incapacidade de cumpri-los perfeitamente e Ti honrar. Mas ao olhar para o Teu filho e ver sua graça explícita, sei que por meio dEle posso te glorificar e viver a santidade do qual não teria sem Cristo! Que meus dias me permitam mergulhar nesta graça que me transforma e me faz lembrar de QUEM EU SOU e quem O CRISTO É! Que eu seja mais e mais parecida com o meu salvador, Jesus! Obrigada por ser um Deus de promessas, soberano, Justo, Santo e Gracioso! Que eu descanse nesta Verdade! Amém!

POR QUE SOU CONTRA O ABORTO?

Poucas coisas nesse mundo causam-me desgosto. Por assumir uma visão normativamente negativa da humanidade, acredito que a existência e a prática de atos deploráveis são possíveis aos homens, em qualquer época e lugar, religião ou filosofia, por qualquer razão ou falta dela, a quem quer que seja por quem quer que for. E isso é claramente demonstrado na experiência humana, seja nos livros de história ou nas histórias do Datena. Num mundo com claras tendências ao mal, tenho a convicção de que a maldade do homem pode ser manifesta de diferentes modos e a qualquer momento. Entretanto, a questão da luta pela liberdade do aborto me causa um amargo desgosto.

Eu não consigo entender como alguém teria condições morais para defender o aborto como uma questão de liberdade do indivíduo. Eu acredito que para encontrar qualquer consistência nesse tipo de argumento, a insensibilidade da consciência e a desumanização da vida são fundamentais. Entretanto, essas são duas coisas que não consigo fazer.

POR QUE SOU CONTRA O ABORTO

Partindo da cosmovisão cristã, posso afirmar que sou contra o aborto por que eu acredito na dignidade da vida humana, independente do tempo de existência. Tal dignidade é descrita nos termos da criação do homem à imagem e semelhança do Criador (Gn 1:26, 27; 9:6). Não importa qual é o estado de rebelião do indivíduo em relação a Deus, sua vida é ainda marcada pela dignidade derivada da criação. É por isso que o assassinato, em qualquer forma, é deplorável diante dos valores morais do Cristianismo.

Eu sou contra o aborto por que acredito na humanidade da criança não nascida, desde os mais embrionários estágios da vida. As Escrituras tratam da criança não nascida como pessoas (Gn 25:22; Jr 1.5; Sl 22:9-10; 71:6), a ponto de serem consideradas como filhos mesmo antes do seu nascimento (Lc 1.36, 41, 44). Nas Escrituras, a criança não nascida é frequentemente descrita como os mesmos termos que descrevem um criança já nascida, o que sugere que não existe diferença essencial entre elas (Gn 38:27-30; Jo 1:21; 3:3, 11-16; 10:18-19; 31:15; Sl 51:5; Is 49:5; Jr 20:14-18; Os 12:3; Lc 1:15; Rm 9:10-11). É por isso que o aborto é considerado como assassinado do ponto de vista da cosmovisão cristã.

Eu sou contra o aborto por que o sou contra a morte de crianças inocentes. Do ponto de vista do Cristianismo, a morte do inocente é lamentável (Gn 9.6; Ex 23.7; Dt 19.10-11; 27.25; Pv 6.16-19), e no caso do aborto, a criança é penalizada com morte pelo simples fato de existir. Ela não é culpada de sua existência, ainda que em seu nascimento implique em grandes desafios para os seus pais. Do ponto de vista do Cristianismo, a vida é sagrada (Gn 1:26–27; 2:7; Dt 30:15–19; Jo 1:21; Sl 8:5; 1Co 15:26), em especial a vida das crianças (Sl 127:3–5; Lc 18:15–16).

Eu sou contra o aborto por que acredito que o direito a vida da criança não nascida é maior que o direito da liberdade da mãe. A partir do momento que entendemos a criança não nascida como humana, seu direito à vida é superior ao direito da liberdade da mãe. Nas escrituras, o direito da criança é garantido na lei (Dt 14:29; 24:17–21; 26:12–13; cf. 16:11, 14) ao mesmo tempo que o assassinato de crianças não nascidas é visto como o mais desumano e cruel dos atos dos homens ímpios (2Re 8:12; 15:16; Os 10:14–15; Na 3:10; cf. Mt 2:16).

Eu sou contra o aborto por que acredito que a criança não nascida não é parte da constituição do corpo da mãe. Na verdade, a criança não nascida tem um código genético distinto da mãe, um sistema imunológico distinto do da mãe e em muitos casos um tipo sanguíneo e gênero distintos da própria mãe. Nas Escrituras, a criança não nascida nunca é confundida com a mãe, ou apresentada como parte do corpo da mãe.

UMA VISÃO RETRÓGRADA DESDE A ANTIGUIDADE

Talvez você tenha lido até aqui e concluído que a visão cristã da dignidade da vida humana, mesmo em sua forma mais embrionária, seja retrógrada, ultrapassada e sem lugar no diálogo sobre o aborto nos nossos dias. E talvez você tenha razão: O cristianismo defende mesmo uma opinião antiga, ultrapassada e a cada dia que passa tem seu lugar reduzido no diálogo sobre a dignidade da vida humana. Mas, historicamente, nós cristãos estamos acostumados com isso. No que se refere ao chamado “direito” ao aborto, o monoteísmo judaico-cristão é considerado ultrapassado há muito tempo. Nos escritos gregos, os clássicos escritores diziam que o aborto era viável dentro dos seguintes contextos: (1) se a criança apresentasse deformidade ou alguma fragilidade; (2) caso determinado casal tivesse muitos filhos; e (3) quando a mulher engravidasse de uma menina.

De fato, o judaísmo era conhecido no mundo antigo por sua condenação do aborto e do infanticídio. A razão para tal visão da dignidade da vida humana mesmo em seu estágio embrionário, é que o ethos judaico era definido pela Lei Divina, que proibia qualquer tipo de sacrifício de crianças (Ex 13:13; Lv 18:21; 20:1-5; Nm 18:14) e ao mesmo tempo reconhecia que a criança ainda no ventre de sua mãe era um ser humano (Gn 25:22-24; Ex 21:22-25; Jer 1:5). Aliás, de acordo com o AT, o próprio Deus zela pelas crianças e recompensa aqueles que as protegem (Ex.1:15-21; 2:6; Ez 16:3-6).

De igual modo o Cristianismo, também se opôs contra o abandono de crianças, o infanticídio e o aborto. Há diversos documentos da história do cristianismo que registram tal oposição.

OUTRO PONTO DE VISTA, OUTRO MODELO

Independente do motivo, que varia que uma sociedade para outra, o desprezo e descaso pela criança faz parta da história da humanidade. Nos nossos dias, entretanto, a idade com que as matamos, ou as razões que usamos para justificar tal ato, são diferentes, mas o desprezo e o descaso com as crianças continuam entre nós. Alguns defendem que o assassinato de crianças não nascidas seja definido pela liberdade do indivíduo. Em outras palavras, eles querem que a decisão entre vida e morte seja entregue às mães que rejeitam sua maternidade, a indivíduos que valorizam o seu corpo, o seu trabalho, a sua carreira, enquanto desprezam a vida dos seus próprios descendentes. Pessoas cuja consciência ficou insensível a ponto de conseguirem desumanizar a vida dos seus próprios filhos.

Entretanto, o Cristianismo se opõe radicalmente a essa visão de mundo por que o motivo que nos move é o amor. Os cristãos não são apenas convidados a amar o outro, mas a amá-los do mesmo modo que seu Mestre os amou (Jo 13.34-35). Os cristãos são convidados por Cristo a amar aqueles que deles discordam e orar por aqueles que os perseguem (Mt 5.44). Como Jesus Cristo, o Mestre maior dos cristãos, eles valorizam e respeitam as crianças (Mt 19.14; Lc 18.16), porque sabem que quando assim o fazem, eles valorizam e respeitam o próprio Cristo (Mt 18.5). Para o cristão, servir, amar, proteger aqueles que não tem vez ou voz é um ato de amor expresso ao próprio Cristo (Mt 25.35-40). É por isso que os cristãos são contra o aborto, criam orfanatos para cuidar de crianças abandonadas, prestam assistência as crianças nas ruas, prestam assistência a mães que precisam de ajuda e lutam pela voz e o direito das crianças não nascidas. Eles valorizam as Escrituras e acreditam que os valores morais apresentados nela são de fato corretos, em acordo com o exemplo do próprio Cristo.

E o mesmo não é diferente comigo. Eu acredito que as escrituras apresentam os valores morais defendidos por Deus, e com ela afirmo que sou contra o aborto, infanticídio e o abandono de crianças. Pouco me importa se vier a ser rotulado como antiquado, retrógrado ou religioso por aqueles que acredito serem assassinos de crianças ou coniventes com tal atrocidade. Do ponto de vista da cosmovisão cristã, é aqui que me encontro, contra o aborto e em oposição aqueles que o valorizam.

Por Marcelo Berti

Adaptado* por Flórence Franco
Texto original em: https://marceloberti.wordpress.com/2015/08/11/por-que-sou-contra-o-aborto/
* Adaptação autorizada pelo autor.

ÊXODO 16

Leia Êxodo 16

Murmuração contra Deus 

O povo de Israel ficou anos escravizado no Egito, comendo os restos de alimentos e sendo castigado, caso se não realizassem o seu trabalho pesado. Deus, misericordioso, ouviu seu gemido e levantou um líder, salvando-os os do domínio dos egípcios e os direcionando para uma terra próspera e frutífera. Magnífico! Além de serem preservados e protegidos, puderam ter seu relacionamento com Deus restaurado. Não havia motivo para reclamarem da benção da libertação, somente deviam agradecer e responder com obediência as maravilhas que Ele estava operando. MAS, após caminharem pelo deserto, esqueceram rapidamente dos feitos do Senhor e se queixaram a Moisés e Arão sobre seus alimentos e ainda foram saudosistas quanto a vida mesquinha que levavam no Egito (Ex. 16.3).  Preferiam à vida de escravidão e escassez a caminhada no deserto com Deus que somente requeria atos de fé. De fato, o período do deserto não era fácil, mas era o lugar mais seguro onde podiam estar, no centro da vontade de Deus. E Ele certamente estava cuidando de tudo, bastava que confiassem nEle, o único que poderia suprir todas as suas necessidades.

Ele supriu o alimento por meio do maná de manhã, tipo de pão que caia do céu diariamente (16.4-5) e por meio das codornas à tarde (16.7), mostrando sua provisão e ressaltando quem Ele era, mostrando que domina sobre tudo e sobre todos.  Seu povo deveria apenas descansar em sua provisão, cuidado, poder, soberania e amor. O povo deveria saber que Ele supre TUDO que precisavam!

Ao ler este capítulo, questionei-me o porquê de tanta reclamação. Peguei-me olhando para minha vida, como eu sou como povo que estava no deserto. Como esquecemos rapidamente de quem Ele é, do que Ele faz e da certeza de que amanhã Ele continuará sendo o mesmo Deus, e que podemos descansar e sermos gratas por quem Ele é! Todos os dias temos milhões de motivos para sermos gratas, mesmo que tudo ao redor diga que NÃO! Em Cristo temos o privilégio de nos relacionar profundamente com Ele, de uma maneira que podemos ver a SUA graça em meio a desgraça, que frutificará em um coração mais grato, ao invés de murmurador! Como John Pipper escreveu “Deus é mais glorificado em nós, quando somos mais satisfeitas nEle”. O que Ele não nos dá é porque não precisamos.

No seu dia a dia! Você é grata a Deus? Ou murmura por aquilo que não dá certo? Comece hoje mesmo a descansar na soberania de Deus e experimentar a Sua doce providência! Ele sabe o melhor, aprenda a enxergar Deus no dia a dia! Ouça também a música Confiança do Projeto Sola e reflita sobre tudo isso.

 

Oração: Deus, gracioso e misericordioso, como sou insatisfeita! Como eu quero mais e mais, e esqueço daquilo que o Senhor tem suprido e como tem mostrado Sua graça em minha vida! Perdoe-me por estar olhando para o terreno e não para o eterno! Que eu descanse em quem Tu és e que meu coração transborde em gratidão, olhando com uma perspectiva bíblica e não egoísta para Teus feitos em minha vida. Obrigada por constantemente me ensinar por meio de Sua Palavra e que sempre possa gerar transformação em minha vida para se tornar parecida com Seu Filho, amém!


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